Foto: PF/Divulgação
Ônibus escondidos carregados de produtos vindos do Paraguai.

As intensas fiscalizações a ônibus que saem de Foz do Iguaçu abarrotados de produtos contrabandeados fez com que os criminosos mudassem de tática para driblar a polícia. Ontem, uma operação feita em conjunto com a Receita e a Polícia Federal resultou na apreensão de sete ônibus que estavam escondidos em Santa Terezinha de Itaipu, município próximo a cidade fronteiriça.

Na madrugada de ontem policiais e agentes da receita encontraram dois ônibus às margens da prainha, local que faz parte do lago de Itaipu, escondidos em meio à mata. Outros sete coletivos estavam em ruas da região rural do município. Os veículos estavam trancados e parte das mercadorias foi encontrada na casa de moradores da região.

De acordo com a assessoria de imprensa da Receita Federal, nos últimos meses os ônibus que vem de várias cidade do país não vão mais até Foz do Iguaçu. Eles param em cidades próximas, como Santa Terezinha de Itaipu e Medianeira, para driblar a fiscalização. As mercadorias, então, saem do Paraguai e são deixadas em casas de moradores destes municípios. Depois de armazenar uma grande quantidade de produtos, os veículos são carregados, driblando assim a fiscalização da fronteira.

Durante muito tempo quem ocupava estes ônibus eram sacoleiros que vinham ao Paraguai para aumentar a renda, levando pequenas encomendas como brinquedos, bebidas e perfumes. Hoje, o perfil do contrabando é outro. A Receita Federal afirma que há um forte mentor que contrata pessoas para fazer as compras durante alguns dias e depois carrega os ônibus que seguem para várias cidades, como São Paulo, Minas Gerais e Porto Alegre. Os produto então são revendidos a ambulantes e lojas, e nesta época do ano a maioria das apreensões são de materiais escolares, como canetas coloridas, cadernos e penais.

Segurança

A Receita Federal ressalta que o agravante é a falta de segurança destes veículos. Muitos bancos são retirados para que se possa levar um maior número de produtos. Os veículos também não têm autorização para viajar, nem cobram seguro dos passageiros. Depois de vistoriados eles são doados à comunidade, principalmente a prefeituras. Recentemente o Provopar recebeu dois ônibus que estão sendo transformados em locais para cursos itinerantes de computação. Somente no ano passado, 612 ônibus foram apreendidos pela Delegacia da Receita Federal de Foz do Iguaçu.