Identificado como autor do homicídio que vitimou o estudante Jean Michel de Souza Evangelista de Faria, 16 anos, Everaldo Sampaio dos Santos, 19, se apresentou na delegacia de São José dos Pinhais, ontem pela manhã, e confessou ser o autor do tiro. Ele foi ouvido, indiciado em inquérito policial por homicídio e liberado.

O superintendente Altair Ferreira, da DP local, contou que as primeiras informações davam conta de que Jean estava entre os passageiros de um ônibus, que fazia a linha Borda do Campo, quando criminosos tentaram pegar o seu boné e ele reagiu. Um dos marginais deu um tiro, acertando seu peito, às 18h de sábado, na BR-277, próximo a Academia do Guatupê. O jovem foi socorrido e levado ao Hospital Cajuru, mas não resistiu e morreu às 22h30 do mesmo dia.

O policial disse que a primeira providência foi intimar o motorista, o cobrador do ônibus e passageiros para apurar o que realmente aconteceu. "Descobrimos que Everaldo e mais três colegas embarcaram no coletivo no terminal Central. A vítima e mais cinco colegas entraram no ônibus no terminal Afonso Pena. Eles não se conheciam", comentou o superintendente.

Provocações

Altair relatou que um grupo começou a provocar o outro, dizendo coisas, como o tênis era do Paraguai, o boné falsificado. Durante as provocações, um dos rapazes do grupo de Everaldo deu um tapa na cabeça de Jean Michel e o seu boné caiu no chão. Os outros rapazes começaram a chutar o boné da vítima. De repente, Jean e os colegas começaram a lutar dentro do coletivo com Everaldo e seus amigos. Durante a confusão, Everaldo sacou a arma e efetuou um disparo, que acertou Jean. "O Everaldo alega que efetuou o disparo a esmo e comprou a arma porque estava sendo ameaçado de morte", contou Altair.

O policial disse que os investigadores localizaram a casa de Everaldo, mas não encontraram o rapaz. "Eles deixaram várias intimações e avisaram que se ele não se apresentasse seria pedida a prisão preventiva", contou Altair. "Hoje, a maioria dos autores se apresentam, mas só depois que nós identificamos, para evitar que sejam presos", acrescentou o superintendente.