O comerciante Antônio Bernardo de Oliveira, 33 anos, se apresentou ontem no 11.º Distrito Policial (Cidade Industrial) para explicar as circunstâncias em que matou Leodoni Miranda de Oliveira, mais conhecido como “Leo”, 24. O fato ocorreu por volta das 19h de sexta-feira, no Açougue do Toninho, de propriedade do comerciante, situado na Rua Thereza Furlan, Conjunto Diadema II, Cidade Industrial.

O delegado Herthel Rehbein contou que o comerciante alegou legítima defesa. “Ele disse que matou para não morrer”. “Antônio relatou à polícia que estava trabalhando no seu estabelecimento quando Leodoni e um outro indivíduo entraram e deram voz de assalto. Ele se prontificou a entregar todo o dinheiro que havia no caixa. O rapaz que não estava armado, retirou R$ 30,00. Leodoni encostou a arma na barriga do comerciante e o revistou. Apanhou R$ 15,00 que estava no bolso de seu jaleco e percebeu que ele carregava uma arma na cintura, momento em que avisou: “Você está com um cano, vai morrer”. Temendo por sua vida, ele empurrou Leodoni com a mão esquerda e com a direita sacou a arma e atirou. O comparsa do rapaz saiu correndo levando parte do dinheiro, Leodoni caiu e Antônio fez mais um disparo. Mesmo assim, o rapaz deixou o estabelecimento e caiu morto após caminhar cerca de quinze metros. “Outros comerciantes da região informaram que foram assaltados por Leodoni, que era considerado o terror na região. Eu indiciei o comerciante em inquérito policial por homicídio e ele deverá ir a júri popular”, comentou Herthel.