Os arrombamentos em residências aumentam, em média, 20% durante os feriados prolongados, de acordo com a Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba. Pequenos cuidados, como avisar os vizinhos sobre uma viagem de vários dias, podem diminuir o risco de ser roubado enquanto se diverte longe de casa. “Os vizinhos podem perceber movimentações estranhas, algum veículo diferente parado em frente a residência”, explica o delegado titular da Delegacia de Furtos e Roubos, Rodrigo Brown.

Além de avisar os vizinhos sobre a viagem, ele recomenda a instalação de aparatos de segurança, como portões, grades nas janelas, alarme e cerca elétrica. “Investir em segurança nunca é demais. Toda dificuldade criada é levada em conta pelo marginal. Se uma casa tem uma série de aparatos e a do lado não tem, ele vai preferir a mais fácil de entrar”, comenta o delegado.

Brown ainda não tinha nesta segunda-feira (12) os dados compilados dos boletins de ocorrência sobre arrombamentos do último feriado, do Dia da Independência e da Padroeira de Curitiba, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Mas o delegado confirma que existe um aumento no crime quando há feriados prolongados.

Na maioria das vezes, de acordo com Brown, os criminosos têm algum tipo de informação privilegiada sobre o que podem encontrar dentro da residência e quais serão as dificuldades para entrar no local. “Há um estudo prévio. Muitas vezes, os marginais recebem informações de prestadores de serviços que já estiveram na residência e que apontam os eletroeletrônicos, eletrodomésticos e outros produtos que estão dentro da casa. Ou eles vão por onde há informação privilegiada ou pela facilidade”, conta.

O delegado ainda revela que alguns criminosos observam as residências por alguns dias e tentam fazer algum tipo de contato para saber se realmente não há ninguém dentro das casas. Ou por meio telefônico, se possuem o número do telefone, ou tocam a campainha várias vezes ao longo do dia para ver se alguém atende. “Se atender, eles dão uma desculpa sobre algum tipo de engano”, declara Brown. Segundo o delegado, não há regiões mais visadas e os arrombamentos ocorrem de maneira pulverizada pela cidade.