Foto: Fábio Alexandre
Professora mostra vidro de carro arrombado pelos marginais.

Um assalto no estacionamento da Escola Olívio Soares Sabóia, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), ontem à tarde, revoltou professores e alunos. Eles participavam de uma festa comemorativa ao Dia das Mães enquanto um grupo de assaltantes aproveitou para arrombar carros que estavam no estacionamento da escola. Rádios e pertences dos professores que estavam dentro dos veículos foram levados. A escola promete paralisar as atividades na terça-feira para protestar contra a violência.

De acordo com a professora Idirléia Gomes Ribeiro, o roubo só foi constatado depois que os ladrões já haviam deixado o local. Crianças teriam inclusive visto alguns homens saindo da escola pulando o muro. Três carros foram arrombados e tiveram os vidros quebrados. ?Também tentaram abrir outros veículos, mas não conseguiram?, relata a professora.

Segundo ela, não é a primeira vez que professores e alunos sentem medo por causa de roubos. No início do ano passado, uma professora foi assaltada ao parar o carro para abrir o portão da escola. Outra teve o carro arrombado recentemente bem em frente à entrada do colégio. ?Juntamos um dinheiro entre os professores e colocamos um portão eletrônico para evitar que situações como essa se repetissem, mas parece não ser o suficiente para conter a violência.?

O medo dos professores é que os ladrões ofereçam risco para quem está dentro da escola. ?Nossa preocupação é com a segurança das pessoas, principalmente as crianças?, diz. Durante a semana, a escola conta com proteção de agentes da Guarda Municipal, mas nos finais de semana não há efetivo, deixando o local vulnerável quando há atividades fora do horário normal de funcionamento, como ontem.

A coordenadora Andréa Samanta de Paula garante que o colégio se mobilizará. Na terça-feira, não haverá aula, e na frente da escola haverá faixas de protesto contra a violência. ?Também desenvolveremos trabalho de conscientização junto às crianças e junto à comunidade, já que atuamos para todos que vivem aqui. Esta é uma violência que não deveria acontecer na escola?, lamenta.