Denunciado pela própria vítima, Claudinei Ferreira, mais conhecido como “Garanhão”, 26 anos, foi preso pelos investigadores Divino e Zé Luís, do 7.º Distrito. Ele confessou que participou de um roubo contra um escritório de contabilidade, na Rua Boa Esperança, Alto Boqueirão, no dia 4 de outubro. O rapaz também é suspeito de assassinar seu comparsa Francisco Giovani de Brito, que também foi reconhecido pelas vítimas e morto no dia seguinte com seis tiros, no bairro Xapinhal.

Os outros assaltantes foram identificados pela polícia. Um deles se chama Joélcio e outro tem o apelido de “Polaquinho”.

Assalto

Três homens invadiram o escritório, renderam clientes, funcionários e anunciaram o roubo. Um dos marginais ficou do lado de fora, dando cobertura. Os bandidos aterrorizaram as vítimas, ordenaram que entregassem jóias, dinheiro e documentos, e depois mandaram que o responsável abrisse o cofre, de onde retiraram 12 mil dólares e 18 mil reais. A ocorrência foi registrada no 7.º Distrito.

Dois dias depois, as testemunhas viram a fotografia de Francisco Giovani nos jornais e procuraram a polícia novamente informando que ele era um dos assaltantes. “Desde o início desconfiei que o autor do homicídio seria um comparsa e a morte ocorreu por causa da divisão do dinheiro arrecadado no assalto. Estávamos apurando quem eram os comparsas de Giovani, para elucidar os dois crimes”, informou o delegado Stélio Machado, titular do 7.º DP.

Antes mesmo que a polícia apurasse o nome dos autores, um dos funcionários do escritório acabou elucidando o caso. Ele estava caminhando pela rua, quando viu Claudinei e o reconheceu. Sem que fosse percebido, ele seguiu o rapaz. Na seqüência, procurou o distrito e informou onde o assaltante estava escondido. Os policiais se dirigiram para o local e prenderam o rapaz. “Ele já está com a prisão temporária decretada pela Justiça, mas vou representar pela preventiva”, disse o policial. Stélio acredita que o rapaz esteja envolvido em outros roubos e solicitou que as vítimas que o reconhecerem entrem em contato com o distrito através do telefone 376-1055. “Claudinei já responde dois inquéritos por roubo”, acrescentou o policial.

Versão

Claudinei confessou o roubo. Ele disse que trabalhava em uma gráfica e era colega de Giovani. “O `Polaquinho’ convidou o Giovani, que me chamou. Como estava precisando dinheiro, fui”, alegou. Ele garantiu que este foi o único assalto que praticou e que não tem envolvimento com o assassinato do comparsa. “Tenho mesmo passagem por roubo, mas faz tempo. Quando à morte do Giovani, a família dele sabe quem foi. Todos viram e estão sendo ameaçados pelos matadores. Se eles não querem se comprometer, eu também não. Estou preso, mas tenho família lá fora”, justificou o rapaz.