Um policial federal foi morto em confronto com assaltantes, por volta de 18h45 de ontem, em uma lotérica no centro da cidade. Um dos bandidos, que se identificou como Douglas Cândido Rodrigues, 23 anos, foi atingido com um tiro, mas usava colete balístico e não ficou ferido. Ele foi preso em seguida, mas seus cinco comparsas, entre eles uma mulher, fugiram.

Fábio Alexandre
Douglas se fingiu de ferido.

De acordo com as imagens das câmeras do sistema de segurança da lotérica, cinco homens invadiram o estabelecimento. “Os seis clientes e os funcionários foram obrigados a deitar no chão, enquanto dois bandidos pularam o balcão, limparam os caixas e foram para os fundos, sempre pedindo pelos cofres”, explicou o proprietário da lotérica, que não quis se identificar. Uma funcionária e um rapaz foram levados para os fundos por dois assaltantes, enquanto três vigiavam os clientes.

Balaço

Segundo superintendente da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), Hélcio Piazetta, o polícia federal Matsunaga, que trabalhava em um posto da PF, ao lado da lotérica, viu a movimentação estranha.

Quando foi abordar um dos suspeitos, foi surpreendido por outros marginais que deixavam a lotérica e houve o confronto. “O policial foi ferido e, mesmo rapidamente sendo socorrido por terceiros, morreu antes de chegar ao hospital”.

Douglas, atingido por um projétil no colete balístico, ficou caído até a chegada do Siate. Ele portava uma pistola calibre 380. Os socorristas não encontraram sinais do tiro e desconfiaram que ele se dizia ferido para ser levado na ambulância e, posteriormente, tentar fugir. “Com as imagens do sistema de segurança e a prisão de Douglas, praticamente todos os integrantes da quadrilha estão identificados”, afirmou Hélcio.

Gol

Um homem que mora no prédio da frente da lotérica disse que ouviu quatro tiros e viu quando um dos bandidos fugiu e entrou em um Gol branco, onde uma mulher o aguardava. “Vi que era uma mulher loira. Os outros marginais fugiram no sentido contrário ao do carro”, explicou.

Hélcio disse também que o delegado Wagner Mesquita, da PF, assumiu as investigações. “Vamos trabalhar juntos, trocar informações e fazer o possível para que a quadrilha seja presa”.