Depois de quase 10 horas de julgamento, Sônia Maria Zeni Prosdócimo, 61 anos, acusada de matar seus pais em 2005 com a ajuda do filho, foi condenada ontem, no Tribunal do Júri, a exatos 27 anos de prisão.

Foram 13 anos pela morte do pai e 14 pelo assassinato da mãe. À decisão cabe recurso, mas a ré já solicitou ao seu advogado, Dálio Zipin, que não entre com pedido de redução de pena. Ela esperava uma condenação bem maior, de pelo menos 40 anos. “Três jurados contra quatro votaram por inocentá-la”, comentou Zipin.

Ré confessa, Sônia foi julgada por duplo homicídio triplamente qualificado: uso da asfixia, motivo torpe e impossibilidade de defesa das vítimas (o casal dormia). O julgamento foi conduzido pela juíza Renata Eliza Fonseca Barcelos e teve como promotor Cássio Roberto Chastalo.

O promotor afirmou que irá avaliar se pedirá aumento da pena. Sônia retornou à Penitenciária Feminina de Piraquara. Ela está presa desde 16 de dezembro de 2005.

Crime

O assassinato de Arnaldo Zeni, 86, e Irmgardt Odette Bernert Zeni, 78, ocorreu em 16 de dezembro. Sônia e o filho, Márcio Zeni Prosdócimo, na época com 34 anos, se uniram para matar o casal, por alegarem que os idosos controlavam suas vidas e não lhes davam liberdade.

Márcio morreu no Centro de Observação Criminológica e Triagem (COT), por embolia pulmonar. Ontem, no julgamento, Sônia reafirmou que participou do crime, mas que tudo foi planejado por Márcio.