Divulgação
Corpo de Orlando foi
encontrado na manhã de ontem.

Desaparecido desde a manhã do dia 21 de setembro, o aposentado Orlando Ferreira Alves, 71 anos, foi encontrado morto na manhã de domingo, no Alto Maracanã, Colombo. O ancião foi assassinado e teve o corpo enterrado no quintal da residência do criminoso, que foi localizado pela polícia internado no Hospital Cajuru, em Curitiba. João Everson Semeão, 32 anos, tentou suicídio e, por isso, está hospitalizado, mas com escolta policial. A vítima teve dinheiro e o carro roubados.

De acordo com o superintendente Valdir Bicudo, que acompanhou o encontro do cadáver, o latrocínio aconteceu na última quarta-feira. Orlando queria vender seu Pálio vermelho, placa CIW-1727, e fez o anúncio no jornal. Por volta das 10h do dia 21, João apareceu na casa do aposentado, na Rua Estados Unidos, Bacacheri, em Curitiba, demonstrando interesse na compra. Depois de ver o Pálio, João convenceu Orlando a acompanhá-lo até a casa dele, em Colombo, para pegar dinheiro e para que um mecânico de confiança fizesse uma avaliação no veículo. Sem desconfiar do perigo, o ancião foi até a Rua Joaquim Rocha, em Colombo. Nesse endereço, dentro da casa, Orlando foi brutalmente assassinado a facadas. Aproximadamente 15 golpes atingiram o aposentado no peito, braços e rosto.

Cova

Para dar sumiço ao corpo, João aproveitou o barulho da chuva – que caía naquele instante – e cavou um buraco, no quintal de sua moradia. Segundo o policial, a cova atingiu 1,40m de profundidade. Pela versão apresentada pela polícia, no dia seguinte ao crime, o assassino viajou para Paranaguá, litoral do Estado, para tentar vender o Pálio em uma "pedra". Como não conseguiu, retornou para Curitiba. Já na sexta-feira à noite, João se armou novamente com uma faca, mas dessa vez para tentar se matar. Um dos pontaços desferidos atingiu o pulmão do indivíduo, que foi conduzido ao Hospital Cajuru.

No sábado, familiares de João foram até o hospital e conversaram com ele para tentar entender o motivo da tentativa de suicídio. Foi nesse momento que ele teria confessado o latrocínio e contado que o corpo do ancião estava enterrado no quintal de sua casa. A família acionou a polícia no período da noite e na manhã de domingo, uma equipe – chefiada pelo delegado José Mário e acompanhada por homens do Corpo de Bombeiros – foi até a residência. Depois de uma hora de buscas, o corpo de Orlando foi encontrado.

No hospital, João prestou as primeiras declarações aos policiais sobre o crime. Conforme Bicudo, a primeira alegação dele para cometer o brutal assassinato foi a difícil situação financeira pela qual passa. Entretanto, o policial disse não acreditar nessa hipótese, pois o crime foi premeditado e a vítima morta com requintes de crueldade. "A polícia vai investigar se há outro motivo por trás desse bárbaro crime", afirmou. Segundo ele, nas primeiras declarações, o acusado caiu em contradição em diversas falas. Sobre o carro do aposentado, João não soube explicar onde o abandonou. Também não disse nada sobre os R$ 1.500,00 que Orlando tinha na carteira quando desapareceu. Os documentos da vítima foram queimados e jogados no lixo, segundo o detido. A polícia já estava investigando o sumiço de Orlando, pois familiares haviam registrado o fato na Delegacia de Vigilância e Capturas, assim como na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos. João permanece internado no hospital e deve receber alta médica nos próximos dias.