Walter Alves
Adão arranjava confusão quando bebia.

Uma misteriosa discussão terminou com a morte de Adão Gomes, de aproximadamente 55 anos, no fim da tarde de ontem, que engrossou a triste estatística de 12 pessoas assassinadas em Curitiba e região, só no fim de semana.

Adão conduzia o Monza placa BUF-3498 e foi parado por um Fiesta branco, modelo antigo, na Rua Delegado Bruno de Almeida, Campo do Santana. Ele bateu-boca com o motorista desconhecido e levou diversos tiros. Roque Camargo, que também estava no Monza, mas bastante embriagado, não conseguiu contar à polícia o que aconteceu. Ele foi levado à Delegacia de Homicídios (DH), na tentativa que pudesse lembrar de algo relevante.

Um homem contou ao soldado Moacir, do 13.º Batalhão da Polícia Militar, que seguia para Fazenda Rio Grande, atrás do Fiesta e do Monza que o Fiesta vinha, em alta velocidade, dando sinal de luz para que o Monza parasse. Quando Adão encostou o carro, o condutor do Fiesta teria feito a volta e estacionado do outro lado da rua. Os dois motoristas teriam descido dos carros e discutido.

Tiros

Uma moradora contou aos policiais que ouviu uma voz masculina dizer ?eu disse que ia te matar?. Em seguida, relatou ter ouvido cerca de quatro ou cinco disparos e o barulho de um automóvel saindo do local, por volta das 16h30. O Fiesta desapareceu e ninguém anotou a placa.

A hipótese de briga de trânsito não é descartada pela Delegacia de Homicídios, mas é a menos considerada. Familiares contaram à polícia que a vítima costumava beber e arranjar confusões. O veículo que Adão dirigia, contou um investigador da DH, seria parte de um negócio ?enrolado?.