A polícia ainda não tem pistas de quem matou a adolescente argentina Tatiana Magali Ramirez, 15 anos, na noite de quarta-feira, no Cajuru. Ela estava dentro de um Opala, acompanhada do namorado Rodrigo Pereira dos Santos, conhecido como “Digão”, 27, que também foi baleado e permanece internado, em estado gravíssimo, no Hospital Cajuru.

O crime aconteceu na Rua Teófilo Otoni, a poucas quadras da residência da mãe de Rodrigo. Conforme foi apurado pela delegada Vanessa Alice, da Delegacia de Homicídios, o casal chegava de viagem, vindo de Foz do Iguaçu. “O carro estava cheio de malas e roupas e também encontramos vários recibos de pedágio”, disse.

A polícia suspeita que Rodrigo estivesse morando em Foz do Iguaçu, com o pai, e tenha vindo a Curitiba para visitar a mãe. Devido ao seu histórico criminal (cumpriu pena por tráfico de drogas e saiu da cadeia em 2008), provavelmente Rodrigo seria o alvo dos marginais, e a namorada teria morrido porque estava junto com ele. “Ainda é cedo para afirmar qualquer coisa, porque não conseguimos contato com a família da garota”, informou a delegada.

Reabilitação

Uma possibilidade aventada pela polícia é que Rodrigo estivesse jurado de morte na vila e os criminosos sabiam de sua chegada. “Ao que tudo indica, o casal foi surpreendido por, pelo menos, dois marginais. Cada um chegou por um lado do carro e efetuou os disparos”, relatou Vanessa.

A delegada ressaltou que é possível que Rodrigo já não estivesse mais envolvido com o tráfico de drogas e podia estar tentando se reabilitar. “Encontramos no carro alguns CDs de música evangélica e uma agenda com telefones e informações de empregos. Mas ainda precisamos ouvir pessoas conhecidas das vítimas para apurar detalhes sobre suas vidas”.