Investigadores da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) prenderam na manhã de segunda-feira, no centro de Curitiba, Gilson Luiz Vianna Júnior, 47 anos. Ele estava com um mandado de prisão em aberto, em decorrência do assassinato de sua ex-mulher, a psicóloga Dilce Mara Fernandes Vianna, fato ocorrido em 10 de dezembro de 1987. Gilson havia sido condenado pela Justiça a uma pena de 15 anos e seis meses, em regime fechado, e estava foragido. De acordo com o delegado da DFR, Antônio Procopiak, Gilson estava caminhando tranqüilamente pela região central de Curitiba quando foi descoberto e preso pelos investigadores. Ele está detido na carceragem da DFR.

A psicóloga foi assassinada com cinco tiros dentro do carro dela, na esquina das avenidas Mário Tourinho e Vicente Machado, e jogada para fora do veículo. O condutor do automóvel fugiu. Gilson não foi preso, na época, porque a defesa alegou ausência de indícios da autoria do crime. Mais tarde, ele foi levado a júri popular e condenado.

Separação

Dilce e Gilson estavam separados há poucos meses quando ela foi assassinada. Segundo consta no processo criminal, a relação dos dois era tumultuada e violenta. Quando o casal se separou, a psicóloga estava grávida do primeiro filho, que nasceu em setembro, dois meses antes do assassinato.

No dia do crime, Gilson teria procurado a ex-esposa no consultório dela, no Água Verde, e os dois teriam saído juntos – ele dirigindo o Gol. Por volta das 16h15, um frentista e o dono de uma loja de automóveis na Avenida Mário Tourinho presenciaram um Gol freando bruscamente, e em seguida, cinco disparos foram ouvidos. Um homem desceu do carro, abriu a porta do passageiro e jogou na calçada o corpo ensangüentado de Dilce, fugindo em seguida.

De acordo com o delegado Procopiak, esse assassinato teve grande repercussão na época.