Foto: Arquivo
Adriano matou um promotor no dia 22 de março.

No próximo dia 9, Adriano Alpinhary da Silva, 27 anos -que confessou ser o autor da morte do promotor de justiça Roberto Moellmann Gonçalves Barros, 39 anos -, será submetido a exame de sanidade mental no Complexo Médico Penal, em Piraquara. O pedido foi feito pelos advogados de Adriano, Norberto Bonani Júnior e Adriano Sérgio Nunes Bretas, e deferido pelo juiz Ronaldo Sansone Guerra, da 2.ª Vara Criminal de Curitiba.

O advogado Adriano Bretas disse que o pedido de exame de sanidade foi feito porque há indícios de que seu cliente tem transtornos mentais. Se for constatado que Adriano tem problemas mentais, ao invés de condená-lo à prisão, o juiz poderá decidir por uma medida de segurança.

Habeas corpus

Além do pedido, os advogados do acusado impetraram um habeas corpus no Tribunal de Justiça (TJ), pedindo que o rapaz seja colocado em liberdade. A liminar foi negada e o TJ solicitou informações ao juiz Ronaldo Sansone Guerra para julgar o pedido.

O promotor foi morto com golpes de faca, em seu sobrado, na Rua Santa Clara, 371, no Ahu, em Curitiba. Deitado na cama, ele foi encontrado na manhã do dia 22 de março, pela diarista. Quatro dias depois, Adriano, que já havia sido preso no final do ano passado por porte ilegal de arma, se apresentou na Delegacia de Homicídios, confessou ser o autor do crime e foi preso, já que teve a prisão decretada um dia após o assassinato. Como foi levada a carteira da vítima e os autores tentaram retirar dinheiro de um caixa eletrônico, Adriano foi preso por latrocínio (roubo com morte). Na época, também foi preso Anderson Marola, 29 anos, que não chegou a ser denunciado pelo Ministério Público. O único que responde pela morte é Adriano. O processo já está na fase final e em breve o juiz Ronaldo Sansone Guerra deverá dar a sentença.

Liberdade

O advogado Adriano Sérgio Nunes Bretas informou que o habeas corpus pedindo a liberdade de Adriano foi baseado em falta de fundamentação para que o réu seja mantido preso. ?Ele confessou o crime, o que é um atenuante. Ele demonstrou que poderia colaborar. Não existe motivo legal para mantê-lo preso?, salientou o defensor.