Quando se dirigia ao Banco Itaú para efetuar um depósito de R$ 18 mil, às 15h de ontem, o office-boy de um cartório de Fazenda Rio Grande – de 21 anos -, foi abordado por um assaltante e obrigado a entregar o malote. De acordo com a vítima, o marginal é o mesmo que participou de outro roubo contra o mesmo cartório, dia 21 de março passado.

O funcionário havia escondido o malote embaixo da blusa para não levantar suspeitas. De repente, dois homens ocupando uma motocicleta se aproximaram. Um deles apontou o revólver para o rapaz e ordenou que ele passasse o malote. O office-boy negou que estivesse carregando dinheiro, o que irritou o marginal: "Eu sei que está com você", esbravejou o bandido. De repente deu um soco na barriga do rapaz e descobriu que o malote estava escondido entre as roupas do jovem. Ele tomou o pacote contendo o dinheiro e disse: "Você merece morrer". Em seguida, embarcou na motocicleta e foi embora.

O crime revoltou os funcionários do cartório, que já sofreram dois roubos este ano. "Este tipo de crime vem sendo registrado com freqüência em Fazenda Rio Grande. Em abril um posto de gasolina também teve o malote levado por assaltantes", um dos, funcionários do cartório.

Ele disse ainda que o office-boy garantiu que o assaltante é o mesmo que atacou o cartório em março. "A polícia Civil e a Militar já sabem quem é", avisou.

O delegado Antônio Rocha afirmou que no primeiro roubo as vítimas reconheceram um policial militar como um dos autores e foi aberto inquérito para apurar. "Hoje (ontem) este policial trabalhou e pediu para sair mais cedo, às 16h", relatou o delegado, confirmando que apesar da acusação contra o PM, ele continua trabalhando normalmente.

Insegurança

O funcionário lamentou que não existe policiamento na cidade. "A segurança aqui só serve para ficar parada embaixo de árvore e aplicar multa em trabalhadores. Para cuidar do que precisa eles não prestam", desabafou. "Se vocês vierem aqui vão encontrar viaturas embaixo de árvores ou em frente de supermercados, porque neste tipo de estabelecimento dão filé, cesta básica para eles", denuncia. "Aqui tem policiais até nos assaltos, menos para proteger a população", ironizou.