Uma família viveu horas de terror nas mãos de seqüestradores na tarde de ontem, em Carambeí, a 18 quilômetros de Ponta Grossa. Surpreendidos na hora do almoço, o agropecuarista Johan Friderich Schimidt, 68 anos, a esposa, dois filhos e um sobrinho foram feitos reféns até que a vítima conseguisse algum dinheiro para os bandidos. Os reféns só foram liberados no meio da tarde. Até ontem à noite, a polícia continuava procurando os seqüestradores.

Schimidt contou ao delegado Jorge Sebastião que a família estava no sítio, na Avenida Pioneiro, quando três homens armados com revólveres invadiram a propriedade. Schimidt conversava sobre negócios com o sobrinho Josnei Pedrollo de Souza, 31, por volta do meio-dia, quanto o bando entrou a pé e rendeu a família. Os bandidos pediam 300 mil reais – fruto de suposta venda de gado – para libertar a família.

O agropecuarista negociou com o grupo e os convenceu de que não tinha a quantia, mas que poderia arrumar algum dinheiro. Os seqüestradores liberaram Schimidt e o sobrinho, que se dirigiram até a Batavo, onde são cooperados, e pediram trinta mil reais a que tinham direito, sem revelar o motivo. Pegaram o dinheiro e voltaram para casa. Mas antes Schimidt ligou para a Prefeitura, contando sobre o ocorrido, e em seguida a Polícia Militar foi acionada.

Fuga

Já eram 14h quando o pecuarista voltou e entregou o dinheiro para os bandidos. A polícia tentou fazer o flagrante, mas ao chegar no sítio da família, o grupo já tinha saído, levando o dinheiro e a vítima Josnei Pedrollo de Souza como garantia. O rapaz dirigia uma Parati de sua propriedade e foi levado até uma churrascaria, onde uma camioneta F-250 e um Audi preto aguardavam os bandidos. De lá, Josnei voltou para casa na Parati.

Ontem à noite o delegado Jorge estava ouvindo as vítimas. Policiais de Curitiba se deslocaram ao local para confecção do retrato-falado dos seqüestradores. A operação de busca dos bandidos envolveu policiais de Castro, Ponta Grossa e o Grupo Tigre, da capital.