A vice-diretora da Escola Municipal Olívio Soares Sabóia, na Cidade Industrial de Curitiba, que foi cruelmente agredida por dois assaltantes dentro da instituição, na terça-feira (15) à noite, já está em casa se recuperando do trauma.

“Fisicamente ela vai ficar bem logo, mas psicologicamente vai demorar mais. As aulas voltam ao normal na semana que vem, mas ela deverá continuar afastada”, disse uma funcionária da direção.

A educadora, de 58 anos, foi rendida dentro de sua sala, onde estavam várias doações que seriam entregues aos alunos neste período de páscoa. A meta dos marginais era roubar o dinheiro da rifa organizada pela Associação de Pais e Mestres da comunidade, com objetivo de incrementar as festas da Semana Santa.

Um dos bandidos estava armado. Eles ameaçaram a vice-diretora e bateram nela até que entregou os R$ 2.500,00 arrecadados na rifa. Antes de fugir, eles amarraram-na em uma cadeira usando fios elétricos.

Entretanto, uma funcionária da limpeza percebeu que havia algo errado e correu para o bloco vizinho, onde aconteciam as aulas do programa para jovens e adultos, e gritou por socorro.

Alunos e professores correram e agarram Jimi Hendrix Censi, 27 anos, que estava com a bolsa da vice-diretora nas mãos. Ele foi contido até a chegada da Guarda Municipal e foi levado ao Ciac-Sul, Portão, onde ficou detido.

O comparsa conseguiu fugir com o dinheiro da rifa e a chave do carro da educadora, que foi encontrada horas depois por um vizinho, a poucas quadras da escola.

Jimi é um criminoso conhecido. Já foi preso várias vezes por tráfico de drogas e assaltos. Em 2004, aos 18 anos, participou de uma grande fuga de presos da carceragem da delegacia de São José dos Pinhais.

Festa

Segundo funcionários da escola, a festa da Páscoa foi realizada hoje na escola graças à contribuição de empresários e ajuda da prefeitura. Os alunos não ficaram sem seus presentes porque o valor roubado foi doado à instituição por parceiros.

Segurança

A Polícia Militar informou que o patrulhamento do entorno de todas as instituições de ensino da capital vem sendo feito, tanto pela patrulha escolar, como pelas viaturas de área. Porém, a PM alega que a segurança do prédio da instituição é de atribuição da Guarda Municipal.

Em nota, a prefeitura alegou que somente o trabalho da GM não é suficiente para resolver o problema de insegurança na região. Segundo o informe, nos últimos 40 dias foram 10 ataques contra unidades públicas, somente na Cidade Industrial.

“Mesmo sabendo do momento de dificuldade financeira que atravessam as forças de segurança no Paraná, o secretário municipal de governo, Ricardo Mac Donald Ghisi, pedirá à Polícia Militar reforço no policiamento no entorno de equipamentos públicos e à Polícia Civil a apuração rigorosa dos casos”, finaliza a nota.