Está marcado para as 9h de hoje, no 2.º Tribunal do Júri, o novo julgamento de Beatriz Cordeiro Abagge, 47 anos, acusada do sequestro e morte do garoto Evandro Ramos Caetano, 6, ocorrido em Guaratuba, em 7 de abril de 1992.

A sessão será presidida pelo juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar. Na acusação atuarão os promotores Lucia Inez Giacomitti Andrich e Paulo Sérgio Markowicz Lima. A defesa está a cargo do advogado Adel El Tasse e sua equipe.

Criminalistas acreditam que os trabalhos durarão de dois a três dias. Beatriz deveria ser julgada com sua mãe, Celina Cordeiro Abagge, 72. Mas, Celina foi beneficiada pela Lei, que prevê que o prazo prescreveu.

Inocência

Os promotores informaram que só se manifestarão antes do início do júri e depois da leitura da sentença. A defesa pretende convencer os jurados da inocência da ré. Beatriz nega envolvimento no caso e garante que foi abusada sexualmente e torturada com choques elétricos e pancadas, pela equipe de policiais militares que efetuaram sua prisão.

Beatriz, Celina e cinco homens (entre eles dois pais de santo), foram acusados de matar a criança em ritual de magia negra, feito nas dependências da serraria da família Abagge, para atrair mais riquezas.