O corpo de Tochio foi
arrastado para fora do bar.

No dia em que estaria sendo inaugurado, um bar da esquina das ruas Guaíra e Rancho Alegre, Bairro Novo B, foi manchado de sangue, às 21h de sexta-feira. Mas as evidências do crime foram rapidamente lavadas e quando a polícia chegou, o corpo de Luís Carlos Tochio, 37 anos, o “Japonês”, estava do lado de fora do estabelecimento e nenhum dos freqüentadores ficou para contar o que havia ocorrido.

Comentou-se no local que dois homens passaram por Luís, atiraram e fugiram correndo pela Rua Rancho Alegre. Porém, essa versão foi questionada pelos investigadores Maurício e Jaci, da Delegacia de Homicídios, com base nas evidências encontradas. Luís foi morto com pelo menos dois tiros na cabeça, ao que tudo indica, dentro do bar. “A porta de madeira estava fechada e muita água saía lá de dentro, denunciando que o piso havia sido lavado há pouco”, constatou Maurício.

Investigação

Segundo a polícia, Luís teria sido baleado dentro do bar e seu corpo jogado para fora. O perito Silvestre Ornelas, da Polícia Científica, só pôde constatar dois ferimentos de balas na cabeça da vítima. “Havia muito sangue e é provável que ele tenha sido atingido por mais algum tiro”, comentou.

Cachorro-quente

Outro assassinato teve como vítima Rafael Antônio Araújo Damião, 19 anos. Ele foi morto com dois tiros na cabeça, na Rua Izaac Ferreira da Cruz, perto do terminal de ônibus do Sítio Cercado, às 5h de ontem.

Através de uma testemunha, investigadores da Delegacia de Homicídios apuraram que Rafael e uma jovem, de aproximadamente 20 anos, pararam numa barraca de cachorro-quente pouco antes do crime. O rapaz fez um telefonema no “orelhão”, ao lado da barraca, e ao desligar discutiu com a mulher.

O casal foi embora, e em seguida a testemunha ouviu os disparos. Três desconhecidos correram, deixando o local do crime, e Rafael morreu no asfalto. Os policiais não conseguiram localizar nem identificar a garota que acompanhava a vítima, mas souberam que ela foi vista chorando, com as roupas manchadas de sangue, pouco depois dos tiros.

A DH aguarda o depoimento de parentes da vítima e da garota para aprofundar as investigações.