Assassinos deixaram a vítima
com o rosto desfigurado.

Com requintes de crueldade, o comerciante Edson Luiz Teza, mais conhecido como “Papinha”, 35 anos, foi assassinado a tiros e a pedradas dentro do Bar do Papinha, de sua propriedade, na Rua Emílio Beling filho, 17, Invasão Icaraí, no Uberaba. O crime ocorreu no início da madrugada de sábado, mas o corpo só foi achado por uma vizinha, por volta das 8h30 daquele dia.

Com um tiro na cabeça e outro no peito e um paralelepípedo em cima da cabeça, Edson estava caído em meio a tacos e bolas de sinuca, além de ter próximo ao corpo outros três paralelepípedos e uma pedra maior. Também próximo ao corpo foi encontrado uma faca. Policiais de Delegacia de Homicídios e da Furtos e Roubos estiveram no local.

A princípio, foi aventada a hipótese de o comerciante ter sido vítima de ladrões, mas após uma perita verificar o local junto com os policiais, passou-se a acreditar que houve uma briga durante o jogo de sinuca, já que parte das bolas ainda estavam sobre a mesa, e havia um copo de cerveja no balcão, com uma garrafa quase cheia ao lado.

De acordo com a perita Jussara Joeckel, do Instituto de Criminalística, possivelmente os assassinos iniciaram a briga e depois efetuaram os disparos. Provavelmente a vítima não morreu com os tiros e então os criminosos foram aos fundos do bar e no quintal apanharam as pedras, jogando uma delas sobre a cabeça da vítima, deixando-a irreconhecível.

Clientes

O pai da vítima, José Teza informou que, no momento da confusão, estavam dentro do bar dois clientes de Edson. Um deles conhecido pelo apelido de “Luizão” e outro chamado Nivaldo. “Talvez eles saibam o que aconteceu aqui”, relatou o homem. Ele contou que trabalha como jardineiro e antes de sair para trabalhar foi avisado por uma vizinha que, de seu quintal, viu o comerciante caído em meio a poça de sangue, e avisou a polícia. “Meu filho era uma pessoa muito boa. Quando as pessoas vendiam terrenos aqui na vila, costumavam deixar o dinheiro para ele guardar”, salientou José. Ele contou ainda que seu filho costumava fechar as portas da frente do estabelecimento às 22h, mas como morava no local, após este horário ficava bebendo e jogando sinuca com amigos.