Willie atraía as vítimas para
sua casa, oferecendo balas.

Ao deixar as filhas saírem de casa para brincar, os pais de três meninas, de 9, 10 e 12 anos, não imaginavam que a diversão delas acontecia na casa do cabeleireiro Willie Gibson Filho, 42 anos, vizinho das crianças, no bairro Novo Mundo. Ele foi preso na noite de segunda-feira, por atentado violento ao pudor, no momento em que foi flagrado com uma das garotas dentro da sua casa. Junto com Willie os policiais do 8.º Distrito Policial apreenderam pacotes de doces, usados para aliciar as crianças, e diversas peças de roupas infantis, inclusive calcinhas.

De acordo com o delegado Hertel Rehbein, os policiais começaram a investigar o cabeleireiro a partir de denúncias feitas ao SOS Criança. Por volta das 20h de segunda-feira, uma equipe foi até a casa dele, na Rua Teóphilo Mansur, Novo Mundo, onde o encontraram junto com uma menina de 12 anos. “Por enquanto não há provas que ele tenha cometido abuso sexual com crianças. Em principio ele as molestava, passando a mão nas pernas e partes íntimas, e as beijava”, contou o delegado.

Aliciamento

O pai da menina de 9 anos, contou que há uma semana um vizinho disse que viu a filha dele ir até a casa do cabeleireiro. O pai custou a acreditar na história porque, além de ser uma criança, a filha dizia que ia brincar na casa das amiguinhas do bairro. Ao questionar a menina, ele descobriu que Willie oferecia pirulitos e balas para que elas freqüentassem sua casa . “Ela me contou que o cabeleireiro passava o pirulito nos órgãos genitais dele e depois dava para elas comerem. Depois disso proibi minha filha de sair de casa”, contou o mecânico, que afirmou nunca ter visto Willie no bairro.

Nos fins de semana, uma piscina de plástico montada no quintal também servia de atrativo para as crianças. Segundo os depoimentos, depois que as meninas divertiam-se na piscina eram obrigadas a tomar banho de chuveiro. Enquanto estavam nuas, ele as observava e se masturbava. “Ele dizia que a gente tinha que tomar banho para tirar o cloro. Depois fazia a gente sentar no colo dele, passava a mão na nossa perna e tentava beijar na boca”, contou a menina de 12 anos.

Segundo o delegado, há outras crianças que freqüentavam a casa do cabeleireiro e que serão ouvidas nos próximos dias. Ele foi indiciado por atentado violento ao pudor com a agravante de crime hediondo, já que as vítimas eram menores de 14 anos.