A extrema violência sofrida por uma mulher de 37 anos, no último sábado, fez com que os investigadores da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba (DFR), procurassem, incessantemente, um assaltante que agrediu a vítima. A mulher foi abordada pelo bandido quando circulava com seu Fiesta branco, placa ALN-4209, pela região Norte de Curitiba, entre os bairros do Ahú e Bacacheri, na tarde de sábado. O bandido lhe apontou uma arma e a obrigou a sentar no banco do passageiro. O marginal tomou lugar no assento do motorista e rodou com a vítima por aproximadamente uma hora. Ele a conduziu até a zona rural de Rio Branco do Sul, onde a agrediu e desferiu um tiro contra a cabeça dela. Provavelmente acreditando tê-la matado, o marginal fugiu com o carro.

Felizmente a vítima sobreviveu ao disparo e, gritando por ajuda, foi ouvida por moradores da região, que a conduziram a um pronto-socorro. O carro não foi localizado pela polícia, e provavelmente ainda deve estar sendo utilizado pelo bandido. O Fiesta foi visto por uma conhecida da vítima, que seguiu o veículo por oito quilômetros em Rio Branco do Sul. Perdendo o carro de vista, essa pessoa acionou a Polícia Militar, que realizou buscas, mas nada encontrou.

A polícia tem informações de que o bandido prestou serviço militar no 20.º Batalhão de Infantaria Blindado, no Bacacheri, de onde foi expulso por ter cometido um roubo. A polícia também sabe que o assaltante – descrito como magro, trajando calça preta e boné, com tatuagem no braço e cicatriz na barriga – tem uma Saveiro "tunada" e com placas clonadas. Até mesmo a marca do cigarro – Malboro – que o bandido fuma, já é sabido pela polícia.

A mulher permanece internada na UTI com risco de morte, pois a bala, entrou no rosto e causou diversas fraturas e está alojada no seio maxilar, próximo a uma importante artéria do corpo.

Testemunhas

Uma moradora, residente na mesma rua da dona do Fiesta roubado, relatou à polícia que viu um homem, usando telefone celular, rondando em frente à casa da vítima, na tarde de sábado. As descrições dadas pela testemunha, batem com outras prestadas por pessoas que viram o homem no Fiesta após a agressão. Vendo o suspeito, a moradora incomodou-se com a presença estranha, mas não imaginou o que o homem estaria por fazer e não chamou a polícia.