Mistério envolve a execução
de Willian Wilke.

Dois tiros na testa mataram Willian Rodrigo Ferreira Wilke, 19 anos, às 19h30 de ontem. Ele caiu aos pés de um barranco, no final da Rua Padre Landell de Moura, Conjunto Oswaldo Cruz II, Cidade Industrial. Como já é costumeiro, ninguém soube dar alguma pista à polícia, para que o crime fosse esclarecido.

O morador da casa em frente onde o rapaz foi assassinado contou que ouviu dois estampidos, mas não deu muita importância. Cerca de meia hora depois, quando saiu de sua residência, viu Willian caído e pensou tratar-se de uma pessoa embriagada, mas ao se aproximar notou que a situação era outra. O Siate foi chamado, mas a vítima teve morte instantânea. De acordo com levantamentos preliminares da perita Jussara Joeckel, do Instituto de Criminalística, Willian foi atingido à queima-roupa por tiros de um revólver, que deixaram seu rosto coberto de fuligem de pólvora.

Investigação

O cabo Pires e o soldado Ismael, do 13.º BPM, atenderam a ocorrência, mas poucos dados foram conseguidos com as dezenas de curiosos que se aglomeraram junto ao corpo. A carteira da vítima, com os documentos, foram entregues aos PMs pelos socorristas do Siate. Para o delegado Luiz Gonzaga, da Delegacia de Homicídios, nenhuma hipótese pode ser descartada, embora a de latrocínio (roubo com morte) seja improvável.

Willian morava na Rua Mercedes Siqueira Cortez, Barigüi, também no CIC. “Iremos conversar com os familiares dele, para tentarmos descobrir alguma pista, ou pelo menos o que ele estaria fazendo nesta região”, afirmou o delegado. Comentários no local tentavam ligar o assassinato a um assalto ocorrido no bairro, durante a tarde, mas nada foi confirmado.