Osnildo, preso no Cope.

A fama de “don Juan” fez com que o foragido Osnildo Batista de Oliveira, 32 anos, fosse novamente preso por policiais do Centro de Operações Policias Especiais (Cope) no fim de semana. O acusado era procurado há alguns meses e somente foi localizado graças ao plano elaborado pelos investigadores, que resolveram marcar um encontro amoroso para ele, utilizando como isca uma atraente policial do grupo de elite. A idéia deu certo e o procurado foi preso em uma lanchonete no bairro Tarumã, em Curitiba. Ele foi apresentado à imprensa na tarde de ontem.

Osnildo, considerado um homem perigoso, é acusado de ter cometido quatro homicídios, entre os anos de 1991 e 1992. Dentre as mortes está a do agente penitenciário Carlos Augusto Nascimento. O indivíduo está condenado a uma pena de 30 anos e chegou a cumprir 11. Em 2002, saiu da Colônia Penal Agrícola (CPA), através de uma portaria, e não voltou mais, segundo contou Osnildo. Sobre os homicídios, ele disse que os cometeu por motivo de desavenças.

Prisão

Devido às dificuldades encontradas pela polícia em encontrar Osnildo, pois ele mantinha três endereços em diferentes cidades da Região Metropolitana de Curitiba, a equipe formada pelos investigadores Pacheco, Roberto, Fagundes, Pirog e Dayane resolveu criar um plano para que o preso se aproximasse dos policiais sem desconfiar. Através da coleta de dados com informantes, os policiais descobriram que o procurado tinha fama de ser mulherengo e apuraram o número do telefone de um de seus esconderijos.

A partir disso, foi a vez da policial Dayane entrar em ação. Através do serviço de telemensagens, ela enviou recados para Osnildo fazendo muitos elogios e marcando encontros. No total foram cinco telemensagens e três encontros agendados. Nos dois primeiros – que foram marcados em uma lanchonete em Pinhais e numa lanchonete no Tarumã – o casal não se encontrou. As situações criadas serviram apenas para que os policiais descobrissem as características do “procurado”.

No derradeiro encontro, na mesma lanchonete, a “diva” de Osnildo compareceu mas, para azar dele, estava acompanhada pelos companheiros de profissão. “Ele chegou todo arrumado e cheio de amor para dar. Foi presenteado pelos policiais com uma par de pulseiras metálicas (algemas)”, brincou o delegado Marco Antônio Goes, que posteriormente elogiou o trabalho investigativo e criativo de sua equipe.

As investigações começaram com denúncias de que Osnildo estaria envolvido com tráfico de drogas e roubos. “Foram três meses de investigação”, complementou o policial. Osnildo disse que chegou a desconfiar de que estavam “armando” para ele, mas a queda por mulheres falou mais alto e ele resolveu conferir quem era a misteriosa mulher que estava lhe fazendo elogios.