Os quatro acusados temem novos
reconhecimentos e, segundo a polícia,
estão envolvidos em vários casos de roubo.

Uma quadrilha acusada de envolvimento com várias modalidades de crime foi desmantelada pela Delegacia de Furtos e Roubos (DFR). A partir da investigação do assalto a um apartamento, a polícia descobriu documentos adulterados, veículos roubados e dólares falsos. Quatro homens foram presos.

Os suspeitos deixaram pistas do assalto à residência, ocorrido em março, em bairro não divulgado pela polícia. Dias antes do crime, estiveram num apartamento para locação no mesmo edifício. “Estavam levantando informações e providenciando a cópia da chave”, contou o delegado Gil Rocha Tesseroli. Os assaltantes roubaram, em princípio, cerca de dez mil dólares (quase R$ 30 mil).

Com dados colhidos na imobiliária e outras informações, a DFR identificou um dos acusados – Cláudio Pereira de Lima – e chegou a um sobrado na Rua Lilian Viana de Araújo, São José dos Pinhais. Ali os policiais encontraram Luiz Carlos Buhrer, que emprestava o endereço para Cláudio. Como dentro do sobrado havia documentos de veículos em branco e uma carteira de motorista falsificada, em nome de uma terceira pessoa, Luiz Carlos recebeu voz de prisão.

Efeito dominó

O detido colaborou e indicou à DFR uma casa vazia, também em São José dos Pinhais, onde Cláudio foi encontrado. Ele tinha um RG emitido através de uma certidão de nascimento falsa – a polícia, então, descobriu que seu nome verdadeiro é Cláudio Márcio da Silva Campos.

Cláudio, por sua vez, indicou um barracão onde guardava suas coisas. Ali, a DFR encontrou uma carreta com numeração de chassi raspada e um caminhão com queixa de roubo. Nilvo José Bertolini, que seria o responsável pelo barracão, também foi preso.

Cláudio ainda citou o nome de Carlito de Oliveira e, na casa deste, os investigadores localizaram US$ 31 mil em notas falsas; US$ 3.800 em moeda verdadeira e R$ 9 mil, além de dois documentos de identidade com nomes de outras pessoas, mas com a foto de Carlito. Segundo o delegado, Carlito alegou que os dólares falsos vieram da negociação de um terreno, e que os reais são oriundos na venda de um Santana. “Mas ele confessou que os dólares verdadeiros são da partilha do roubo ao apartamento”, disse Tesseroli.

Outros membros

A DFR investiga os nomes de outros membros do grupo. “Já temos boas informações para identificá-los”, disse o delegado. A DFR tem certeza, por exemplo, de que alguns dos autores do assalto ao apartamento estão foragidos. “Cláudio e Carlito tiveram participação, mas ainda averiguamos se foram responsáveis pela ação em si”, continuou.

Dois dos acusados contam com vários antecedentes. Luís Carlos respondeu por falsificação de documento público, falso reconhecimento de firma ou letra, falsificação de selo ou sinal público e receptação; Carlito teve passagens por uso de documento falso, furto, estelionato e tráfico de drogas. Cláudio teve passagens no Rio Grande do Sul, não especificadas, e Nilvo não tem antecedentes.

Cláudio foi preso em flagrante por uso de documento falso e receptação; Nilvo por receptação; Luiz Carlos por falsificação de documento público, e Carlito por uso de documento falso e posse de moeda falsa. Cláudio e Carlito ainda foram indicados por roubo. Nenhum dos acusados quis falar à imprensa.