Uma correspondência sigilosa circulou pelos e-mails da Polícia Civil, há pouco mais de uma semana, pedindo que as delegacias da capital não encaminhem mais mulheres à única carceragem feminina da capital, no 9.º Distrito Policial (DP).

Pelo menos até que o Centro de Triagem I, que também possui celas femininas, absorva algumas presas e amenize a superlotação do xadrez. As celas são para 16 presas, mas abrigam 52
.
O e-mail também pedia que os delegados analisassem com rigor a necessidade de prisões em flagrante, evitando ao máximo mais pessoas nas carceragens, principalmente a feminina.

Sugeria que, quando fosse cabível, a autoridade policial substituísse a prisão em flagrante por indiciamento em inquérito. O delegado- geral da Polícia Civil, Jorge Azôr Pinto, procurado ontem pela reportagem, informou desconhecer o assunto.

O problema não é exclusividade do 9.º DP. Outros distritos da capital (13 ao total), que tiveram suas carceragens destruídas para não abrigarem mais ninguém, estão voltando a ter presos, muitos em condições desumanas.