Sentam no banco dos réus, nesta sexta-feira, às 9h, os ex-investigadores da Polícia Civil, Airton Adonski Júnior e Reinaldo Siduovski. Ambos são acusados de envolvimento no assassinato do estudante Rafael Rodrigo Zanella, 20, morto às 21h30 do dia 28 de maio de 1997. Zanella foi assassinado durante uma operação policial desastrosa, ocorrida na Rua João Reffo, em Santa Felicidade.

Apontado como autor do disparo, o alcagüeta Almiro Beni Schimit já foi julgado e condenado a 21 anos e quatro meses de reclusão. Na época, além de Almir, Siduovski e Adonski, foram acusados de participar do episódio o estudante de direito Guilherme Vieira Doni e o policial Jorge Élcio Bressan. Guilherme não foi acusado de homicídio e seu processo foi suspenso. Já Bressan, recorreu da pronúncia e o Tribunal decidiu não mandá-lo a julgamento.

Julgamento

Adonski e Siduovski foram julgados no mesmo ano do crime e condenados por homicídio, fraude processual e por denunciação caluniosa. No ano seguinte, a decisão dos jurados foi anulada pelo Tribunal de Justiça, que na época entendeu que não havia comprovação de que os policiais acusados participaram do crime e que a decisão foi contrária à prova dos autos.

O júri será presidido pelo juiz Ronaldo Sansoni (atualmente titular da 2.ª Vara Criminal de Curitiba). Excepcionalmente, Sansoni irá atuar neste julgamento, porque o juiz Fernando Moraes, titular da Vara, se deu por impedido. Na acusação, atuará o promotor Cássio Roberto Chastallo e na defesa Cláudio Dalledone Júnior (advogado de Adonski) e Antônio Augusto Figueiredo Basto (defensor de Siduovski).