A Vila Macedo, em Piraquara, foi palco de uma execução sangrenta na madrugada de ontem, quando três rapazes perderam a vida. Os assassinos, dispostos a cometer uma chacina, ordenaram quatro jovens a ficar de joelhos e atiraram em suas cabeças às 4h30 de ontem, na Rua Belém. Duas das vítimas – Marciel Inácio Dias, 19 anos, e Helison Henrique Azevedo, 17 – morreram na hora. Cristiano César da Silva, de 19 anos, chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Evangélico, onde faleceu no início da manhã de ontem. O único sobrevivente é Ivanildo Inácio Dias, 21 anos, irmão de Marciel, que está internado em estado grave. A polícia acredita que pelo menos quatro pessoas participaram da execução. Uma delas está parcialmente identificada.

De acordo com uma testemunha ouvida pelo aspirante Cerpa, do 17.º Batalhão da PM, os autores da chacina fugiram em um Corcel II bege, cuja placa não foi anotada. Antes, mandaram os quatro jovens se ajoelhar no meio da rua e atiraram mais de dez vezes. Cápsulas deflagradas de revólver calibre 38 e pistola calibre 380 foram recolhidas pela perícia. Um dos assassinos foi identificado pela testemunha como “Marquinhos”. “Pelo menos mais três pessoas estariam com ele”, acredita o oficial.

Marica

Marciel e Helison morreram instantâneamente. Cristiano levou cinco tiros e foi socorrido pelo Siate até o Hospital Evangélico, onde chegou pouco antes das 6h e acabou falecendo às 7h15. Ivanildo, mesmo ferido com dois disparos na cabeça, conseguiu se levantar – após a fuga dos assassinos- e cambaleou cerca de 100 metros. Sem forças, caiu desacordado na Rua Goiânia, quase em frente à sua casa, e depois foi levado ao Hospital Cajuru.

Num primeiro momento surgiram duas hipóteses para o crime. Uma delas seria acerto de contas envolvendo drogas – uma marica (cachimbo) usada para consumo de crack foi encontrada ao lado das vítimas fatais. A outra seria vingança, pois um dos rapazes mortos teria delatado o suspeito à polícia. Parentes de Cristiano e de Helison disseram não ter suspeitas sobre a razão dos disparos. Todas as possibilidades serão investigadas pela Delegacia de Piraquara, responsável pelo caso.