O homem que foi queimado, no fim da madrugada de terça-feira, no Centro, pertence a uma família de classe média e cursou Engenharia da Computação. Igor Holowka, 31 anos, permanece internado no Hospital Evangélico com queimaduras de segundo grau e não tem previsão de alta. Investigadores da Delegacia de Homicídios estão atrás de testemunhas e pistas de quem ateou fogo na vítima, que teve a vida destruída pela droga.

Segundo relato da mãe de Igor à polícia, ele era saudável, tinha boa aparência e estudava, porém se envolveu com as drogas aos 20 anos. “Ele não se chegou a se formar engenheiro porque entrou nas drogas. Começou a viver pela rua e chegou a vender tudo o que a mãe tinha em casa”, contou o delegado Rubens Recalcatti, da DH. Desde que Igor abandonou o lar, mãe e filho raramente se falavam.

Cadeia

O atentado aconteceu quatro dias depois que ele saiu da cadeia, onde estava preso por furto. Quando estava na cadeia, a mãe lhe comprou roupas e tênis. Logo depois de deixar a prisão, Igor usou drogas por três dias seguidos. Na madrugada de terça-feira, dormia na Praça Santos Dumont, na Rua Saldanha Marinho, esquina com a Ermelino de Leão, quando teve o corpo incendiado.

“Ele usou tanta droga que acordou, mas achou que estava sonhado e voltou a dormir. Depois, sentiu dor e se deu conta que estava pegando fogo. Ele ainda não fala nada com nada”, informou Recalcatti. A vítima pediu ajuda em um restaurante e foi atendida pelo Siate.

Igor já havia dado trabalho à polícia quando foi preso em 2009 com um comparsa, em um veículo furtado. Quem tiver informação que possa auxiliar a polícia a encontrar o incendiário deve entrar em contato com a delegacia anonimamente pelo telefone 3360-1440.