Das 111 pessoas que ficaram feridas na queda de uma arquibancada no município de Quatro Pontes, no oeste do Paraná, durante uma prova de arrancada, cinco ainda permaneciam internadas, em observação, ontem.

Depois da queda (que ocorreu por volta das 15h do último domingo na Rua Bajé, s/n), as 111 vítimas foram encaminhadas para três hospitais de Marechal Cândido Rondon (que fica a oito quilômetros de Quatro Pontes) e um hospital de Toledo (a 25 quilômetros do ocorrido).

Não houve vítimas fatais. A maioria dos feridos sofreu escoriações e fraturas. No momento do evento havia cerca de 300 pessoas no local. A delegacia de Marechal está investigando o caso, mas ainda não se sabe o que causou a falha na estrutura da arquibancada.

O Corpo de Bombeiros de Toledo informou, no entanto, que não foi contatado para fazer vistoria antes do evento. Segundo o delegado de Marechal Cândido Rondon, Ary Nunes Pereira, o primeiro passo da investigação foi solicitar um levantamento do local, que foi feito ontem mesmo pelo Instituto de Criminalística de Cascavel.

Segundo ele, com a verificação da estrutura metálica da arquibancada será possível fazer um laudo que apontará as causas do acidente. Esse laudo ficará pronto em no máximo 15 dias.

“O segundo passo será ouvir as vítimas. Para isso estamos fazendo um levantamento nos hospitais. O terceiro passo será identificar os responsáveis pela arquibancada”, disse Pereira.

O prefeito de Quatro Pontes, Rudi Kuns, informou que a prefeitura, bem como a Rádio Comunitária Capital, uma associação chamada de Arejok, a Associação Comercial de Quatro Pontes e os promotores de eventos chamados de Os Guris, foram parceiros no evento.

Porém, segundo o prefeito, a empresa que foi escolhida por licitação para viabilizar a arquibancada foi a Geane Pletsch. “Quando licitamos essa empresa, estava tudo certo com ela. Eles inclusive nos apresentaram o engenheiro que seria responsável pela arquibancada”, declarou.

O prefeito informou ainda que o departamento jurídico da prefeitura vai analisar o que será feito daqui para frente. “Provavelmente, a empresa é que deverá ser responsabilizada”, afirmou.

A reportagem de O Estado telefonou para a empresa Geane Pletsch, mas não conseguiu contato. Segundo o prefeito, o evento foi autorizado pela Federação Paranaense de Automobilismo, mesmo sem a vistoria dos bombeiros.

Já a Federação informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que cabe a ela verificar as condições de operação para os automóveis, bem como a distância que eles ficarão do público, se haverá segurança nesse sentido, etc.

Mas em relação à autorização dos bombeiros, a Federação informou que os responsáveis seriam mesmo os organizadores. O local era usado para fazer eventos automobilísticos há cinco anos.