Dois balaços acertaram o peito de
Adriano, ninguém sabe quem é o assassino.

Durou menos de um mês a estadia do servente de pedreiro Adriano Félix Batista, 17 anos, numa meia-água na Rua Progresso, Vila Autódromo. Oriundo de Videira (SC), o rapaz foi encontrado morto com cinco tiros na manhã de ontem, ao lado da linha férrea que passa aos fundos do Autódromo Internacional de Curitiba, já no município de Pinhais. A polícia ainda não sabe razão e autoria do assassinato.

Em busca de emprego, Adriano deixou Santa Catarina sozinho e alugou por R$ 30 o casebre nos fundos da casa do amigo Ronaldo Souza Ramos. Nos dias em que morou em Curitiba, arrumou apenas trabalhos esporádicos.

Quem primeiro viu o corpo foi um maquinista da América Latina Logística, que avisou a segurança da companhia às 8h de ontem. A PM, comunicada em seguida, pouco pôde apurar sobre o homicídio. “Há várias casas a menos de 100 metros do local do crime, mas ninguém disse ter ouvido tiros ou gritos de socorro”, relatou o cabo Sinque, do 17.º Batalhão da PM.

Tiros

O perito Vitório Librelon, do Instituto de Criminalística, detectou dois tiros na cabeça, dois no peito e um no punho da vítima – este último, proveniente de um provável gesto de defesa. Ainda de acordo com o perito, o crime ocorreu durante a madrugada.

Ronaldo disse à polícia que Adriano saiu de casa quinta-feira de manhã, sem contar onde iria. “Segundo o amigo, a vítima trabalhava e não tinha inimizades”, afirmou o investigador Valdemir, da delegacia de Pinhais, que formulou uma hipótese para o crime. “Aquela região é complicada. Possivelmente foi bronca envolvendo droga”, suspeita.