Comerciantes do Alto da XV, em Curitiba, estão bastante preocupados com a grande quantidade de roubos e arrombamentos de carros estacionados nas ruas do bairro.

Na região, tem sido comum as pessoas deixarem seus veículos estacionados, se ausentarem por alguns instantes e, no retorno, encontrá-los com os vidros estourados ou com as portas abertas. Em outras situações, motoristas também são abordados por bandidos armados para roubá-los.

“Nas proximidades de escolas da região, tem sido bastante comum os pais descerem do carro para deixar seus filhos e serem surpreendidos por ladrões. Nas casas, moradores têm os carros roubados por bandidos que os abordam na frente de seus portões. Tudo isso é consequência da falta de policiamento, sendo que dificilmente vemos uma viatura passando pelo Alto da XV”, diz o comerciante Gregório de Bem, que há sete anos mantém uma banca de revistas no bairro.

Proprietária de um restaurante, Lúcia Inês Chanas conta que é comum seus clientes reclamarem dos arrombamentos. “Diversas pessoas já passaram pelo problema. Eu mesma fico com muito medo, pois tenho que deixar meu carro na rua enquanto estou trabalhando. Procuro tirar o rádio, não deixar bolsas e sacolas nos bancos e de tempos em tempos dar uma olhada no carro. A situação está bastante complicada”, afirma.

Segundo a também comerciante Arlete da Costa, os lojistas em atividade no Alto da XV estão perdendo clientes devido à violência. “Muitas pessoas estão deixando de vir às lojas porque têm medo de ter seus carros roubados ou arrombados enquanto fazem compras. O bairro tem muitas ruas escuras e a falta de policiamento é um problema constante. Eu mesma tenho fechado meu estabelecimento mais cedo em função da violência. A insegurança é grande”, declara. A reportagem de O Estado entrou em contato com a Polícia Militar do Paraná para saber sobre a situação, mas não obteve retorno.