Foto: Átila Alberti

Marcílio: ?uns tapas?.

Depois de espancar a mulher até a morte, passar a noite ao lado do cadáver e ajudar a carregar o corpo até o camburão do Instituto Médico-Legal, Marcílio de Souza Rodrigues, 31 anos, finalmente, confessou o crime.

As agressões aconteceram na noite de sábado e, no domingo, ele contou à polícia que foram as discussões seguidas por rodadas de cachaça que culminaram na briga fatal.

Há quatro anos, Marcílio e Maria de Fátima Santos, 39, moravam juntos na Rua Artur Euclides de Moura, Vila São Pedro, Xaxim. Da relação tumultuada, que começava com a ingestão de quatro a seis litros de pinga por dia e terminava em agressões, Maria engravidou.

O filho do casal, de dois anos, foi levado pelo Conselho Tutelar e, hoje, mora em uma casalar. ?Ela já me jogou chaleira com água quente e sempre me xingava de tudo. Naquela noite (sábado), não foi diferente. Deis uns tapas nela e, como era muito magrinha, morreu?, contou Marcílio. Enquanto era entrevistado pela imprensa, Marcílio passou mal, teve convulsão e caiu no chão. Segundo os policiais, eram os sintomas da abstinência do álcool.

Crime

Segundo o superintendente Manoel Mendes, da Delegacia de Homicídios, depois da agressão o casal dormiu junto, mas no meio da noite Maria morreu. Marcílio não percebeu. Acordou e foi na casa de um vizinho tomar um copo de cachaça.

Apenas quando voltou viu que a mulher estava morta e chamou socorro. Marcílio chegou a ajudar a carregar o corpo, mas quando os policiais da Delegacia de Homicídios chegaram ao local já suspeitaram do envolvimento dele no crime e o encaminharam para a delegacia.