A polícia divulgou ontem nomes e fotos dos acusados de assaltar a agência do Bradesco do Juvevê, na manhã de 27 de janeiro. Dos quatro que permanecem foragidos, apenas um não teve a identidade descoberta, mas o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) já tem pistas de seu paradeiro. Durante o roubo, quatro pessoas foram baleadas – entre elas a diarista Ana Cristina de Souza, 25 anos, que morreu três dias depois.

O ponto de partida para a investigação foi a prisão de Helton Rodrigo Zielinski, 18 anos, minutos depois do assalto. Para a Polícia Militar, ele disse que morava no Jardim Graziele, em Almirante Tamandaré. “Na verdade ele e os comparsas são da região do Bairro Novo”, disse o delegado-titular do Cope, Marcus Vinícius Michelotto. A partir do círculo de amizades do preso, o Cope apontou os demais acusados do roubo: José Marcos de Paiva, o “Marquinho”, 31, Célio Cristiano de Oliveira, o “Celião”, 23, e Leandro Millarch, o “Buty”, 18.

O quarto acusado foi identificado apenas como “Fabiano”. “Ele está no interior do Estado com o Monza azul, placa AGE-9667, usado pela quadrilha no assalto. Descobrir seu nome é questão de horas”, disse Michelotto. O Cope ainda apura se os acusados são responsáveis por outros roubos na cidade.

Tiros

Elton e outros dois comparsas entraram no banco e anunciaram o assalto à agência do Bradesco, na Avenida João Gualberto, que não tem porta com detector de metais. Na troca de tiros entre bandidos e seguranças, foram baleados Ana Cristina, a funcionária Cristina de Morais, o cliente Arlindo Narciso de Oliveira, 67, e o segurança Amauri Braulino de Oliveira, 37. A Polícia Científica ainda não entregou ao Cope o laudo que determinará se as vítimas foram feridas por seguranças ou pelos assaltantes.

O Cope disponibiliza o telefone 224-9496 a quem tiver informações sobre o paradeiro dos acusados.