O advogado e coronel da reserva da Polícia Militar Lúcio de Mattos Júnior, preso durante a Operação Tentáculos, desencadeada no dia 16 de junho, teve a prisão preventiva revogada pelo juiz da 1.ª Vara Criminal, Carlos Altera de Mello. Ele ganhou liberdade na última sexta-feira. A mulher dele, a psicóloga Andreia Mirian Canan de Mattos, também presa na operação, foi libertada no início do mês de julho. Andreia foi a primeira das 34 pessoas presas a ganhar o direito de responder o processo em liberdade.

O advogado do coronel, Dálio Zippin Filho, informou que todos os processos deste caso ficaram concentrados na 1.ª Vara Criminal e o entendimento do juiz é de que a denúncia do Ministério Público não tipifica o crime de formação de quadrilha.

Flagrante

No dia da operação, a polícia achou no escritório de Lúcio um relógio roubado, avaliado em R$ 40 mil, e ele foi autuado em flagrante por receptação. Entre outras coisas, o coronel foi acusado de providenciar atestados médicos falsos para a liberação do ex-tenente da PM Alberto Silva Santos, na época em que estava recolhido na Colônia Penal Agrícola (CPA). Alberto é apontado como autor dos tiros que mataram o major Pedro Plocharski, em janeiro deste ano.