Ednílson recebeu um tiro
na cabeça e outro no braço.

Enquanto remexia um monte de lixo espalhado pelo chão, na Rua Atuba, entre a linha férrea e a quadra de futebol, na Vila Autódromo, Cajuru, um carrinheiro teve uma desagradável surpresa, às 10h de ontem. Caído em meio aos entulhos, ele encontrou o corpo de Ednílson Figueira de Andrade, 37 anos. A vítima – que aparentava ser um andarilho – estava com o rosto todo ensangüentado devido ao disparo recebido na cabeça e apresentava outra marca de tiro no braço direito.

No local, dezenas de curiosos se aglomeravam para acompanhar o trabalho das polícias Civil e Militar. Entretanto, ninguém soube precisar se Ednílson vivia na região ou o que ocasionou a sua morte. “A autoria também não foi apurada”, complementou o investigador Lopez, da Delegacia de Homicídios.

A vítima portava consigo uma carteira repleta de documentos, cartões de banco e crédito e papéis. Dentre os papéis, um registro do 6.º Distrito (Cajuru) chamou a atenção dos policiais. Conforme descrito nesse documento, a vítima havia comparecido na delegacia no último dia 23 de junho, onde foi lavrado um termo circunstanciado contra ele.

Durante a perícia do corpo, o irmão da vítima compareceu ao local, mas não pôde acrescentar nenhuma pista às investigações. Segundo ele, há tempos não via o irmão e sequer sabia o que Ednílson fazia para se sustentar e sustentar a família.