O corpo encontrado na manhã de terça-feira em um banhado perto da BR-116, no Tatuquara, em avançado estado de decomposição, pode ser do trabalhador rural Pedro César de Lima Santos, 30 anos. Ele está desaparecido desde o dia 30 de dezembro e a irmã dele, Zilda de Lima Santos, esteve no IML e depois de uma primeira avaliação reconheceu o cadáver. A identificação oficial ainda não foi feita e está no aguardo de exames da Polícia Científica.

Zilda registrou queixa do desaparecimento do irmão na Delegacia de Homicídios nos primeiros dias deste mês, pois Pedro era aguardado na casa dela (Tatuquara) na manhã do dia 30 de dezembro. “Ele saiu de Caçador (SC) à 1h da madrugada e deveria chegar às 6h30 do mesmo dia”, relatou a irmã.

Desaparecimento

O sumiço do trabalhador rural se transformou numa estranha história. Segundo Zilda, o marido dela recebeu um telefonema anônimo dias depois do desaparecimento de Pedro, que relatava que ele havia embarcado normalmente em Caçador e que durante a viagem, devido às bebidas alcoólicas que ingeriu, começou a provocar distúrbios dentro do ônibus. Nas proximidades do Ceasa, já em Curitiba, Pedro teria sido retirado do veículo e agredido pelo motorista do ônibus que o deixou no acostamento da rodovia, seguindo viagem normalmente. As malas da vítima estão na rodoferroviária da capital, conforme familiares. A ligação anônima foi feita por uma pessoa que viajou junto com Pedro e presenciou a cena.

Investigação

O desaparecimento se transformou em desespero para a família Santos após o corpo de um desconhecido ser encontrado morto, caído num banhado nas proximidades do local onde Pedro foi largado pelo motorista do ônibus. Até mesmo a Delegacia de Homicídios que registrou as ocorrências de desaparecimento de Pedro e do achado de cadáver já está investigando a possibilidade dos dois casos terem conexão. Zilda acredita que o irmão possa estar morto porque, apesar de ser de fora, ele conhecia Curitiba e chegaria na residência dela sem maiores dificuldades.

O delegado Simião informou que caso a situação seja confirmada deverá chamar o motorista do ônibus para prestar esclarecimentos. “Pelo que sei, se um passageiro está causando confusões dentro do veículo, o motorista deve deixá-lo no próximo posto da Polícia Rodoviária ou em uma delegacia de polícia próxima. Nunca abandoná-lo na rodovia, principalmente se estiver embriagado”, comentou o delegado. As investigações sobre o caso continuam.