O corretor de imóveis Jamhar Amine Domit, 81 anos, foi condenado pela Justiça a ter que abandonar o apartamento onde morava, no 9.º andar do Edifício Rio Sena, no Juvevê. Segundo a decisão, ele continuaria com o direito de propriedade do imóvel, só não poderia habitá-lo ou circular pelo condomínio. Jamhar respondia a processo criminal. Ele foi denunciado por mulheres que supostamente manteve presas nesse apartamento, em condições de trabalho escravo e abuso sexual. Jamhar morreu em 26 de dezembro.

Por causa dos casos com as mulheres e por outros motivos, disse o advogado do corretor, Valdomiro Santin, o condomínio onde Jamhar morava entrou com ação cível contra o idoso. A 22.ª Vara Cível de Curitiba proferiu sentença, no ano passado, acatando o pedido do condomínio e ordenando que o corretor saísse de lá, por conta do pânico, insegurança e repulsa que ele causou entre os moradores com a situação das mulheres.

O advogado entrou com recurso, mas a 10.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná analisou o pedido em janeiro – sem saber que o idoso havia morrido – e manteve o despejo. Mas com a morte do réu, por causas naturais, tanto o processo criminal, quanto o cível, devem ser arquivados.