O corpo da empresária suíça Christine Pinzon Keller, 34 anos, assassinada juntamente com seu namorado brasileiro – Cristiano Henrique Brande Camilo, 28 – foi cremado às 17h de ontem, no Crematório Vaticano, em Campina Grande do Sul. O ato foi autorizado pelo juiz da 4.ª Vara Criminal, Telmo Zaions Zainco, a pedido do Consulado Geral da Suíça, representado pelo advogado Elias Mattar Assad.

A cremação foi acompanhada pelo advogado e pelo cônsul honorário da Suíça em Curitiba, André Larsen. Antes de o caixão ser colocado no forno crematório, funcionários da Vaticano providenciaram uma cerimônia religiosa. “Nós descobrimos que ela era católica e então chamamos um padre para rezar uma missa e fazer as despedidas finais”, contou Eliane Tonet, administradora do crematório. A missa foi filmada e a fita será remetida à família de Christine, juntamente com suas cinzas, em Zurique.

Urna

A urna escolhida para abrigar as cinzas da empresária é de resina e será lacrada. Ela será enviada ao ex-marido de Christine, Richard Denes Keller, de quem ela se divorciou para ficar com o namorado brasileiro. As cinzas seguirão para Zurique provavelmente na sexta-feira, após a obtenção de guia de translado e autorização da Polícia Federal. Os funcionários do crematório dizem crer que os restos da empresária só chegarão à família após 48 horas do embarque.

Todo o processo de cremação custou R$ 1.850,00 e durou cerca de 4 horas. O corpo foi colocado no forno crematório às 17h e foi submetido – durante três horas – a um calor de 1.100 graus. Depois foi necessário aguardar mais uma hora para que as cinzas esfriassem e pudessem ser recolhidas.

Mortes

O crime que vitimou o casal aconteceu em 28 de novembro passado e os corpos foram encontrados no dia 4 de dezembro, numa fossa, nos fundos da casa da mãe de Jean Francisco Schamposki Maceno, 26, um dos autores do latrocínio. Ele, que está recolhido no Centro de Triagem da Polícia Civil, agiu em companhia de Cláudio Chaves, que ainda está foragido. Ambos pretendiam ficar com o dinheiro que o casal trouxe da Suíça para comprar um apartamento em Florianópolis (SC). Também a ex-mulher de Jean, Kátia do Prado, 23, está sendo acusada de envolvimento no crime.

Jean e Cristiano eram amigos de infância e segundo informações de conhecidos, ambos foram garotos de programa durante muito tempo. Cristiano trabalhou como “mixê” em várias capitais do Brasil e depois decidiu tentar a sorte em Zurique. Lá conheceu algumas mulheres e chegou a viajar com elas para o Brasil. Sua última conquista foi Christine, dona de uma agência de publicidade com filial em Nova York. Os dois pretendiam se casar e adquirir um apartamento em Santa Catarina para usufruir no período em que pudessem estar no Brasil.