A polícia ainda não tem pistas concretas quanto à autoria do assassinato do auxiliar de serviços gerais Alexandre Aparecido Alves Arruda, 17 anos. Ele foi executado às 2h55 de domingo na Rua Deputado Cunha Bueno, Conjunto Diadema II, logo após sair da casa de um amigo em uma motocicleta Bizz preta para dar uma volta. Recebeu um tiro na cabeça e outro no pescoço.

De acordo com o delegado Sebastião dos Santos Neto, da Homicídios, que cuida do caso, pelas informações colhidas no local existe a possibilidade de o crime ter sido latrocínio, mas a hipótese de homicídio não pode ser descartada. “A moto estava no local mas as chaves sumiram”, contou o policial.

O motivo do crime é o que está intrigando a polícia. “A vítima tinha hábitos regulares: trabalhava, estudava e não tinha envolvimento com marginais ou gangues de jovens que agem na região”, explicou Sebastião.

Matadores

Uma informação que está sendo averiguada pelos investigadores da DH é de que jovens pertencentes a um grupo conhecido como “gangue dos anjos” estariam por trás do crime. A veracidade dessas pistas serão confirmadas assim que a liderança do grupo seja identificada e ouvida. O delegado não descartou a possibilidade dessa gangue ter participação em outras mortes ocorridas anteriormente na região e inclusive no assassinato de Alexandre. “Pelas informações que temos, os integrantes matam por matar sem ter nenhuma motivação séria. Matam para se impor diante de seus companheiros e para se vangloriar”, completou o policial.

Como o crime aconteceu durante a madrugada e aparentemente não teve nenhuma testemunha, Sebastião pede para que a comunidade ajude a polícia a elucidar mais esse caso repassando informações à Delegacia de Homicídios pelo telefone 323-6640. Não há necessidade de a pessoa se identificar. (CB)