Curitiba ultrapassou, na tarde de ontem, três dias sem registro de homicídio. O último assassinato aconteceu às 16h de domingo, quando Anderson da Luz dos Santos Martins, 32, foi morto a tiros no Cajuru. Essa é a segunda maior sequência sem homicídios do ano. No começo de junho, a capital ficou 90 horas, quase quatro dias, sem registrar assassinatos.

Se a calmaria continuar, Curitiba poderá bater o recorde na manhã de hoje, com quatro dias sem nenhum assassinato. Os baleados e esfaqueados nesse período, que estão internados, não entram na estatística, nem as mortes ocorridas na região metropolitana.

Junho foi o mês com maior sequência de dias sem assassinatos, incluindo homicídios, latrocínios ou mortes em confronto com a polícia. Entre a manhã do dia 4 e a madrugada de 8 de junho, foram 90 horas, e 65 horas, entre a manhã do dia 10 e a madrugada do dia 13. A queda nas mortes também foi observada nos meses de janeiro e julho, que tiveram intervalos de 60 horas sem homicídios.

Avaliação

Para o delegado Rubens Recalcatti, titular da Delegacia de Homicídios, a trégua na violência é resultado do combate aos crimes contra a vida, como a instalação das Unidades Paraná Seguro (UPS), e no trabalho de investigação realizado pela delegacia. A sexta UPS foi instalada ontem. “Conseguimos reduzir pela metade a média de homicídios, de 2 a 3 por dia”, analisa. Recalcatti acredita que a agilidade nas investigações influencia de maneira significativa a diminuição dos crimes contra a vida.