O eletrotécnico Cléverson Rosa de Amorim e o vigilante Sandro Ramos, autor e mentor intelectual – respectivamente – do assalto e assassinato do padre Joaquim Braz, em Matinhos, (ocorridos no dia 3 último, foram denunciados pela Promotoria de Justiça do município. A promotora Carolina Dias Aidar de Oliveira, com base no inquérito policial montado pelo 2.º Distrito Policial de Curitiba, entendeu que houve tentativa de roubo seguida da morte do pároco. A juíza Flávia da Costa Viana Teixeira recebeu a denúncia e deu início à ação penal. Os interrogatórios devem acontecer na próxima semana e, se condenados, os dois podem pegar de 20 a 30 anos de prisão.

Cléverson foi preso em flagrante, no dia seguinte ao assassinato, e Sandro, que compareceu no distrito ao saber que o cúmplice estava preso, foi interrogado e liberado. De acordo com a denúncia da promotora, os dois planejaram o crime com antecedência. Na noite do latrocínio Cleverson entrou no quintal da casa paroquial e Sandro ficou vigiando do lado de fora. Ao receber voz de assalto, padre Joaquim reagiu e foi ferido por um tiro transfixante no ombro, que atingiu seu coração, provocando a morte.

O assassinato do padre Joaquim, um dos párocos mais famosos do Estado devido ao seu jeito brincalhão de ser, chocou o pequeno município de Matinhos. Moradores atônicos com o acontecido, realizaram protestos contra a violência e pediram às autoridades mais segurança.