Foto: Alberto Melnechuky/Tribuna
Maximilian tombou
na entrada de casa.

Os preparativos para a próxima internação de Maximilian André Rossa, 22 anos, já estavam prontos. Mas ele não sobreviveu em sua luta para escapar do vício do crack. Foi assassinado a tiros, por volta das 20h30 de terça-feira, e morreu a poucos metros da casa onde morava com a mãe, na Rua Rogério Pereira de Camargo, na divisa do Campo Comprido com a Cidade Industrial de Curitiba.

Para Sérgio André Rossa, tio do rapaz, o envolvimento de Maximilian com as drogas

foi o motivo de sua morte. ?Eu conversei muito com ele. Parecia que ele ia tomar o caminho certo desta vez?, lamentou. De acordo com Sérgio, Maximilian voltaria a uma clínica no interior de São Paulo nos próximos dias.

O rapaz já teria passado por três ou quatro internações desde que começou a usar entorpecentes, ainda no início da adolescência. ?Ele me contou que não usava mais maconha, porque não fazia mais efeito, e tinha passado para o crack?, relatou.

Maximilian foi visto por vizinhos descendo a rua e passando em frente à sua casa, pouco antes dos tiros. ?Ouvi de oito a dez tiros, sem espaço de tempo entre eles?, contou Sérgio. ?Aqui a gente sempre ouve disparos, mas de madrugada. Estranhei os

tiros nesse horário?, completou. Quando saiu de casa, ele teve a triste notícia da morte do sobrinho.

Corrida

Os tiros teriam sido dados a cerca de meia quadra da residência da vítima, na esquina com a Rua Deputado Heitor Furtado, na canaleta de ônibus. Maximilian correu para casa, para tentar se salvar, mas caiu sem vida no gramado em frente ao portão do vizinho. Segundo levantamento preliminar do perito Alcebíades, da Polícia Científica, ele foi atingido nas costas e na barriga.

Também, pouco antes do assassinato de Maximilian, um homem, vestido com camisa branca, batia palmas em frente ao terreno onde estão a casa do rapaz e de outras pessoas de sua família. Ele não foi atendido e não se sabe se procurava por Maximilian ou era um dos muitos pedintes que passam pela região.

A ocorrência foi atendida pelo cabo Ramos e soldado Álvaro, do 12.º Batalhão da Polícia Militar. ?Fomos chamados para atender uma vítima de arma de fogo. Quando chegamos o rapaz já estava morto?, contou Ramos. A Delegacia de Homicídios investiga o caso.