Policiais da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) já têm algumas pistas que podem identificar os quatro homens que assaltaram a casa de um desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, situada no bairro Vista Alegre. O roubo foi cometido às 12h30 de domingo e os bandidos levaram R$ 50 mil em jóias, um computador, um notebook, um veículo Zafira, dois videogames, um televisor de plasma, dois celulares e R$ 600,00 em dinheiro, além de dois revólveres (um calibre 32 e outro 22). O veículo foi abandonado logo após o roubo, nas proximidades do Parque Tanguá.

O desembargador almoçava com a família quando três dos marginais invadiram a residência e renderam as vítimas. Outro ficou dando cobertura do lado de fora. Os marginais usavam capuzes tipo balaclava e somente dois estavam armados. Mediante ameaças, os bandidos ordenaram que todos ficassem quietos e perguntaram onde estavam as jóias. Em uma atitude desesperada, o desembargador entrou em luta corporal com um dos assaltantes, mas ele foi contido pelos marginais que não chegaram a efetuar nenhum disparo. "Os bandidos entraram pela porta da frente, que estava aberta", contou o delegado Rubens Recalcatti. Ele acredita que os bandidos pularam a grade da moradia.

Matador

O delegado disse que os marginais não sabiam que estavam assaltando a casa de um desembargador. Porém, quando descobriram a função exercida pela vítima começaram a xingá-la. O assaltante que ficou dominando a família, enquanto seus comparsas recolhiam os objetos do roubo, aproveitou a oportunidade para reclamar da Justiça. O rapaz contou que havia cumprido seis anos de cadeia injustamente. Ele revelou ainda que já tinha assassinado duas ou três pessoas, mas que "não gostava de matar inocentes".

Os bandidos foram descritos como magros e de altura mediana. Um deles é branco e tem o rosto coberto com espinhas. "Temos uma linha de investigação que pode levar a prisão dos marginais", avisou o delegado.