Foto: Alberto Melnechuky/Tribuna
Didi se fazia passar
por policial civil.

Desempregado e separado de sua esposa, Didi Luiz Fortunato, 40 anos, passou a tarde de quarta-feira bebendo e jogando sinuca no Bar do Careca, na esquina das Ruas General Potiguara e Baldur Magnus Grubba, no Fazendinha, próximo de onde mora. Porém sua, diversão acabou em morte, por volta das 22h, quando um homem chegou de moto, entrou no bar e atirou. Diversas hipóteses foram levantadas para a morte de Didi, executado com cinco tiros – quatro no tórax e um no pescoço.

A primeira delas, explicada ao soldado Ferst, do 13.º Batalhão, por uma das 12 pessoas que estavam no bar, é de que o caso seria um acerto de dívidas. O assassino teria entrado no estabelecimento e dito "agora você vai pagar a sua conta". Com isso, explicou o soldado, a dupla saiu e ficou conversando do lado de fora, quando o atirador sacou uma arma e atirou. Didi tombou já inconsciente ao lado de uma das mesas de sinuca. Há a possibilidade de o executor ter levado alguma quantia da carteira.

Gravidez

Vizinhos do bar comentaram que Didi tinha uma filha grávida. Há poucas semanas o genro dele teria batido na jovem e Didi foi cobrar explicações. Ao invés de conversar, disparou oito tiros contra o genro, que está internado no Hospital do Trabalhador. O fato teria ocorrido na Vila Barigüi, no CIC, há uma semana. Também houve comentários de que o morto, há dois meses, espancou uma jovem de 23 anos, moradora na região, e este poderia ser outro motivo para seu assassinato.

Ele também era apontado como "alcagüete" da polícia, costumando passar informações dos bandidos a investigadores que conhecia. Inclusive, segundo um amigo de Didi, ele se fazia passar por policial. Tanto que, quando foi morto, a primeira informação que chegou à imprensa era de que se tratava do assassinato de um policial civil.

O casal proprietário do bar -Fátima e Jair dos Santos – nada viram e pouco puderam ajudar a polícia. Ele jantava no momento dos tiros e ela atendia no balcão, mas a exemplo das demais pessoas, abaixou-se para se proteger assim que ouviu o primeiro disparo.

O suspeito foi descrito pelas testemunhas como moreno, de cabelos pretos e um pouco compridos, tinha aproximadamente 26 anos e estatura média. Ele usava jaqueta preta e fugiu na moto.