Cléverson e Ezequiel já
tinham antecendentes criminais.

Menos de uma semana depois, a Polícia Civil esclareceu o assassinato do caminhoneiro gaúcho Loris Cusin, 58 anos, morto com um tiro, sábado à tarde, num posto de combustível desativado na BR-116. Cleverson dos Santos Silva, 23 anos, o “Negão” e Ezequiel da Luz Tramontin, 22, o “Zico”, estão presos, acusados de cometer o crime com intenção de roubo.

De acordo com o delegado Erineu Portes, “Zico” e “Negão” estavam na casa de um amigo, perto do local do crime, e saíram para comprar mais bebida às 18h30 de sábado. No caminho até um mercado, encontraram o caminhão de Loris estacionado no posto desativado. “Negão” teria apanhado o revólver calibre 22 de “Zico”, com intenção de roubar o caminhoneiro.

Ao ser abordado, Loris tentou abrir a porta da cabina. Neste instante, foi baleado de baixo para cima – o tiro entrou na barriga, percorreu o tronco e chegou a quebrar-lhe dois dentes. Uma testemunha relatou ter visto um homem negro – que segundo a polícia seria Cleverson “Negão” – pendurado no estribo do caminhão, e escutado três disparos.

Socorro

Mesmo ferida, a vítima atravessou as duas pistas para pedir socorro num mercado. Enquanto isso, os autores fugiam com sua carteira. “Zico teria recebido R$ 50,00 de “Negão?, retirados dessa carteira”, disse o delegado. Os documentos teriam sido queimados na mesma casa onde os acusados bebiam antes do crime. Loris foi socorrido pela Polícia Rodoviária Federal, mas chegou sem vida ao Hospital Angelina Caron.

De acordo com Portes, os acusados confirmam ter participado da ação. “Mas um joga nas costas do outro a autoria dos disparos”, falou. À imprensa, porém, os dois suspeitos negaram qualquer envolvimento no crime. “Negão” já foi condenado por assalto, em Piraquara, e “Zico” é suspeito de uma tentativa de homicídio.