Os inquéritos que tramitam na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) podem ganhar mais agilidade, com novo grupo de trabalho que vai entrar em atividade nos próximos dias. Batizada de Subdivisão de Operações (SO), o grupo tem objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão, gerados pelas investigações e expedidos pela Justiça. Os policiais que vão integrar o curso receberam treinamento altamente especializado.

Segundo explicou o delegado Cristiano Quintas (foto), coordenador do SO, o curso foi ministrado pelo grupo Tigre (referência em casos de sequestro), na Escola Superior de Polícia Civil (ESPC), e se encerrou sexta-feira. Quintas disse que, quando saiu o decreto de criação da DHPP, já estava prevista a criação da SO, assim como a criação das quatro Delegacias de Homicídios, cada uma responsável pelas investigações em uma determinada região da cidade.

Necessidade

“Entendemos que suspeitos de homicídio não são ‘tranquilos’. Por isto a maioria dos mandados são de alto risco. E aí a necessidade de ter policiais capacitados para cumpri-los”, analisou Quintas. A SO também dará apoio no treinamento e capacitação de outros policiais que não fazem parte do grupo. Diferente da SO do Cope, que hoje fica integralmente à disposição da especializada, os policiais da DHPP possuem outras funções dentro da delegacia. O grupo é composto por sete policiais.

Quintas detalhou que o treinamento para SO foi aberto a outros setores da polícia e tinha algumas exigências iniciais para os candidatos. Havia 10 vagas para policiais lotados na DHPP (mas apenas sete preencheram os requisitos físicos para iniciar o treinamento), 10 para policiais lotados no Cope e mais cinco vagas para convidados (guardas municipais, policiais militares e um policial rodoviário federal). “O objetivo do curso também foi integrar as forças de segurança e ampliar a nossa rede de informações”, disse o delegado. Para continuar na SO, os policiais passarão por outros cursos de capacitação e de aptidão física.

Fila

A DHPP tem 3.500 inquéritos em tramitação, de crimes ocorrido desde 2009. É uma média de quase 600 inquéritos para cada delegado da especializada. Pelo menos metade dos crimes investigados tem alguma ligação com o tráfico de drogas. Outra parte considerável é de homicídios relacionados a rixas, vinganças e desentendimento entre quadrilhas, entre outros motivos. Parte bem menor é de crimes com motivos pessoais entre vítima e autor.

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