Alberto Melnechuky
Valdirene teria reagido
a um estupro.

Um misterioso caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios no bairro Tatuquara. A diarista Valdirene Ferreira da Silva, 28 anos, foi morta por estrangulamento dentro de sua casa, na tarde de sábado, na Rua Jerusalém. O suspeito de ter cometido o crime é um compadre da mãe da vítima, conhecido por Marcus. No entanto, um homem com as mesmas características de Marcus, mas que não portava documentos de identificação, foi encontrado morto, caído na Rua Evangélico, a aproximadamente 500 metros da residência de Valdirene. O rapaz foi espancado até a morte e é investigada a possibilidade de linchamento.

O corpo do homem foi encaminhado ao IML, onde aguarda identificação. Inicialmente foram registrados dois boletins de ocorrência distintos e ainda será averiguada se há conexão entre as mortes.

Jocemara Tomé da Silva, mãe de Valdirene, relatou que o seu compadre foi à casa da filha dela com a intenção de fazer algumas reformas na moradia. Entretanto, por volta das 18h, ela foi avisada por vizinhos que deveria ir até a casa de Valdirene, porque um homem foi visto saindo correndo do local. Jocemara foi até a casa da filha e encontrou-a morta. Em conversa com vizinhos, foi obtida a informação de que a descrição do assassino correspondia à de seu compadre. Foi comentado que o desconhecido tentou violentar a diarista e depois a estrangulou. Valdirene foi encontrada seminua, deitada sobre o colchão do quarto, que estava no chão.

Outro

Por volta das 19h, a algumas quadras da casa de Valdirene, um homem foi encontrado morto, num beco situado na Rua Evangélico. O desconhecido foi brutalmente espancado e teve uma faca cravada em seu pescoço. Próximo ao corpo estavam pedaços de concreto, provavelmente utilizados para o assassinato. Investigadores da Delegacia de Homicídios estiveram no local, mas as pessoas que acompanhavam o trabalho deles não repassaram informações sobre como aconteceu o crime ou a autoria. Um fato chamou a atenção dos policiais: as casas próximas ao local do crime estavam fechadas e nenhum dos curiosos informou quem eram os moradores. Pelo estado de o corpo foi levantada a hipótese do desconhecido ter sido agredido por populares, como vingança.

Outra mulher assassinada

Uma mulher, identificada apenas por "Polaca", de aproximadamente 30 anos, foi encontrada morta e com o rosto desfigurado na Rua Dulcídio Falavinha, em frente ao número 1207, em Colombo, por volta das 5h de sábado. "Polaca" teve o rosto machucado por golpes de paralelepípedos e pedaços de concreto, encontrados na cena do crime.

A rua onde a vítima foi encontrada, segundo o soldado Castro, do 17.º Batalhão de Polícia Militar, é um ponto de tráfico de drogas e está habitado 24 horas por dia pelos marginais e traficantes. "Mesmo quando prendemos alguém ou tentamos fazer uma limpa, parece que de nada adianta. O local está sempre movimentado, de dia e à noite", diz o soldado. Ainda segundo o policial, apesar de a mulher não ter seu nome identificado, ela é conhecida pelos policiais porque está sempre nessa rua se prostituindo. Quando foi morta, ela usava jaqueta jeans azul, moletom azul, camisa laranja, calça jeans azul e tênis branco. O corpo foi levado ao Instituto Médico-Legal – IML, e o caso, segundo o soldado Castro, será encaminhado à delegacia do Alto Maracanã.