O dono do Hotel 24 Horas foi assassinado, no final da tarde de sábado, dentro do estabelecimento situado na Rua Pedro Ivo, 538, no centro de Curitiba. Paulo Alves da Costa, 67 anos, estava sentado atrás do balcão da recepção, quando um marginal, vestindo camiseta do São Paulo, entrou e, após uma rápida conversa, matou-o com dois tiros na cabeça. Por se tratar de uma região movimentada, houve correria e pânico na hora dos disparos e o atirador fugiu correndo.

A Delegacia de Homicídios, que investiga o caso, ainda não sabe o motivo do assassinato, mas não acredita em tentativa de assalto, considerando a forma violenta como os fatos aconteceram e o histórico do local.

As informações são que o hotel, que era arrendado por Paulo, era de alta rotatividade, frequentado por usuários de drogas e garotas de programas e a polícia trabalha com a hipótese de execução.

A suposição inicial é de que o dono tenha se desentendido com traficantes ou brigado com usuários que o juraram de morte. Testemunhas contaram apenas que, após ouvir os tiros, viram um rapaz com a camiseta do time do São Paulo fugir correndo. Depois, ele teria entrado num táxi e descido no terminal do Guadalupe, onde se misturou à multidão e sumiu.

Horas depois, um suspeito foi detido e reconhecido por uma testemunha. Encaminhado à Delegacia de Homicídios, ele deverá ser submetido a interrogatório para revelar o motivo da execução e quais as pessoas envolvidas na trama que tirou a vida o hoteleiro.

Hotel

De acordo com a polícia, o hotel é o mesmo em que 20 pessoas foram detidas, em outubro do ano passado, pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Um dos suspeitos foi preso por porte ilegal de arma e os demais foram liberados.

Na época, a polícia afirmou que o hotel funcionava sem a autorização da Vigilância Sanitária e era usado como refúgio para marginais, além de servir de locais de encontro para prostitutas que atuam na região central, não só vendendo o corpo mas também fornecendo entorpecentes para viciados. Recentemente um homem foi baleado nas pernas, dentro do hotel, ao reagir à voz de prisão.