Um comerciante escapou de ser assaltado no começo da manhã desta segunda-feira (22), na Rua Vitório Bevervanso, Vila Juliana, em Piraquara. Duas crianças, aparentando menos de 12 anos, tentaram render o proprietário de uma loja de variedades, mas o homem conseguiu tirar a arma da mão de um dos meninos. Os ladrões-mirins fugiram deixando um calçado, um óculos de sol e a pistola calibre 635.

O homem foi atacado assim que chegou para abrir a loja. “Eles estavam escondidos em um arbusto e, logo que abri o portão, pularam em cima de mim. Minha reação foi pegar a arma deles e inverti o jogo”, contou o comerciante, que preferiu não se identificar.

Os dois garotos, um deles armado com a pistola e o outro, com uma faca, não tiveram tempo de tentar reagir. “Eles se assustaram comigo, porque não esperavam que eu iria agir tão rápido”, disse o comerciante. Logo que viram a arma na mão do proprietário da loja, correram. “O que me deixou mais triste, é que os dois eram muito pequenos. Um tinha no máximo 9 anos e o outro uns 12, crianças”, lamentou.

Perigo

O comerciante chamou a Polícia Militar, que recolheu a arma, com três balas no pente de munições. “Orientamos a vítima e alertamos as pessoas que esse tipo de reação pode ser fatal”, disse o soldado Wanderley Mauricio, do Batalhão de Polícia de Guarda de Piraquara (BPGd). Segundo o comerciante, ele só reagiu, porque viu que o garoto não tinha engatilhado a arma. “Algumas armas não precisam ser engatilhadas. Não dá para arriscar”, completou o policial.

A vítima mantém a loja no mesmo local há 15 anos e nunca tinha sido assaltada, mas reconheceu que arriscou a vida. “Meu medo era que eles entrassem na loja e me matassem. Tive sorte de conseguir segurá-los e não deixar que eles reagissem à minha ação. Mas não oriento que as outras pessoas façam isso, porque apesar de adolescentes, temos provas diárias que podem matar por muito pouco”, disse o homem.

A pistola Beretta, com as munições, foi encaminhada à delegacia de Piraquara e, de acordo com a PM, deve passar por perícia, para identificar a origem, já que a arma estava com a numeração.

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