O policiamento ostensivo e repressivo que vem sendo realizado pela Polícia Militar nas imediações da Praça Rui Barbosa para coibir a ação de punguistas começou a surtir resultado. No final da manhã de ontem, dois deles foram presos em flagrante a algumas quadras da praça quando tentavam furtar a carteira de um homem, quase na esquina das ruas André de Barros e Marechal Floriano Peixoto, Centro. A prisão dos descuidistas só foi possível graças a rápida intervenção de um soldado do Corpo de Bombeiros que passava a pé pelo local.

Segundo relatos de comerciantes e também do tenente Neomar, do 12.º Batalhão da PM -responsável pelo policiamento da área -, os punguistas não estão agindo na região nos últimos dias, desde a denúncia realizada pela reportagem da Tribuna, que registrou com fotos o momento de um furto e ainda identificou os ladrões. Os transeuntes tem caminhado mais aliviados pelo anel central.

Prisão

De acordo com o soldado Pales (do CB), ele caminhava pela região quando notou três homens em atitude suspeita, fazendo sinais para se comunicar e apontando para uma vítima. O trio se aproximou do “alvo” e começou a andar bem perto dele. Num determinado momento, um dos indivíduos deu um empurrão na vítima enquanto outro – que estava do lado esquerdo – enfiou a mão no bolso da calça dela e retirou dinheiro.

O soldado, que observou a ação, imediatamente deu voz de prisão aos indivíduos. Dois deles foram detidos, mas o terceiro conseguiu fugir. Uma viatura do 12.º Batalhão, que passava pelo local, parou para auxiliar o colega bombeiro e encaminhou os presos à Central de Polícia (Cepol).

Identificação

Na Cepol, os homens foram identificados como João Carlos Gonçalves, 37 anos e Giovani Marcos Maires Cassuriega, 34 anos. Ambos negam ter antecedentes criminais. Com a dupla foi apreendido documentos pessoais, aproximadamente R$ 80,00 (provável produto de furto) e mais uma lista com nomes e telefones celulares de contatos. Na listagem que foi recolhida pela PM consta números de telefones que serão investigados e há probabilidade de ter números pertencentes a investigadores de polícia, conforme já havia sido denunciado anteriormente por comerciantes, que informarm que alguns policiais teriam ligações diretas com os descuidistas que infestam o centro da cidade.